Copom corta a Selic para 13,75% ao ano

  • Copom reduziu a Selic para 13,75% ao ano, no quinto corte seguido do ciclo iniciado em março.
  • Focus projeta inflação de 4,9% em 2026 e de 4,3% em 2027, ambas acima da meta.
  • Projeção do Copom para o primeiro trimestre de 2028 é de 3,2% no cenário de referência.
Promo

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano nesta quarta-feira (16). O corte foi de 0,25 ponto percentual. A taxa estava em 14,00% ao ano desde agosto.

A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira. Ela serve de referência para o crédito, para a renda fixa e para o custo do dinheiro no país. O Copom é o colegiado do Banco Central que define essa taxa a cada 45 dias.

Patrocinado
Patrocinado

O que o Copom decidiu sobre a Selic?

O Comitê afirmou que a decisão é compatível com a estratégia de levar a inflação para perto da meta ao longo do horizonte relevante de política monetária. Horizonte relevante é o período futuro que o Banco Central usa como referência para calibrar os juros. Hoje, esse horizonte é o primeiro trimestre de 2028.

Segundo o comunicado, a decisão também implica suavização das oscilações da atividade econômica e fomento do pleno emprego.

O Copom reafirmou que a magnitude total do ciclo de calibração será definida à luz de novas informações. Ou seja, o Banco Central não sinalizou o tamanho nem o número dos próximos cortes.

Como ficou o ciclo de queda da Selic em 2026

Este foi o quinto corte seguido. O ciclo começou em março, quando a taxa saiu de 15% ao ano. Desde então, a Selic acumula queda de 1,25 ponto percentual.

Todos os cortes do ciclo foram de 0,25 ponto percentual. O ritmo se manteve estável mesmo com a mudança do cenário externo ao longo do ano.

Patrocinado
Patrocinado

O que o Banco Central vê na inflação?

O comunicado aponta moderação gradual da atividade econômica, principalmente em setores mais cíclicos. Ainda assim, o Comitê avalia que o patamar segue resiliente e que o mercado de trabalho continua aquecido.

Nas divulgações mais recentes, a inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram. As medidas subjacentes, também chamadas de núcleos, excluem itens muito voláteis e mostram a tendência de fundo dos preços. Os dois indicadores ficaram abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, mas ainda acima da meta.

As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus seguem acima da meta. Estão em 4,9% para 2026 e em 4,3% para 2027. O Focus é o levantamento semanal do Banco Central com projeções de instituições financeiras.

A projeção do próprio Copom para o primeiro trimestre de 2028 é de 3,2% no cenário de referência.

Quais riscos o Copom aponta para a inflação?

O Comitê avalia que os riscos para a inflação, de alta e de baixa, seguem mais elevados que o usual. A assimetria é altista, ou seja, o risco de a inflação surpreender para cima é maior.

Entre os riscos de alta estão a desancoragem das expectativas por período mais prolongado, uma inflação de serviços mais resistente que a projetada, uma taxa de câmbio persistentemente mais depreciada e estímulos à demanda que levem a atividade a crescer acima do produto potencial. Desancoragem é quando o mercado deixa de acreditar que a inflação vai voltar à meta.

Entre os riscos de baixa, o Comitê cita uma desaceleração maior da economia doméstica, uma desaceleração global mais forte por conta dos choques de comércio e do petróleo, e uma queda nos preços das commodities.

O Copom também afirmou que segue acompanhando como a política fiscal afeta a política monetária e os ativos financeiros.

Como o Copom monta o cenário de referência

O cenário de referência é o conjunto de premissas que o Banco Central usa para calcular suas projeções. A trajetória de juros vem da pesquisa Focus. A taxa de câmbio parte de R$ 5,15 por dólar e evolui segundo a paridade do poder de compra.

O preço do petróleo segue aproximadamente a curva futura pelos próximos seis meses e passa a subir 2% ao ano depois. O Comitê ainda adota a hipótese de bandeira tarifária amarela em dezembro de 2026 e de 2027.

No cenário de referência, o IPCA projetado é de 5,2% em 2026, 3,9% em 2027 e 3,2% no primeiro trimestre de 2028.

Quem votou pela decisão

Votaram pela redução da Selic os seguintes membros do Comitê: Gabriel Muricca Galípolo (presidente), Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira.

O que a queda da taxa Selic significa para o mercado cripto?

Juros mais baixos tendem a reduzir o retorno da renda fixa no Brasil. Isso costuma diminuir o custo de oportunidade de aplicar em ativos de risco, entre eles as criptomoedas.

O efeito, porém, é gradual. Com a Selic ainda em dois dígitos, a renda fixa segue competitiva para o investidor local. Além disso, o mercado de criptomoedas responde sobretudo a fatores globais, como as decisões de juros do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.

Isenção de responsabilidade

O BeInCrypto está comprometido com reportagens imparciais e transparentes. Este artigo jornalístico tem como objetivo fornecer informações precisas e oportunas. No entanto, recomenda-se que os leitores verifiquem os fatos de forma independente e consultem um profissional antes de tomar qualquer decisão com base neste conteúdo. Observe que nossos Termos e Condições, nossa Política de Privacidade e nossos Avisos Legais foram atualizados.

Patrocinado
Patrocinado