Um cliente pediu que a justiça bloqueasse dinheiro da Indeal, uma empresa que investia em Bitcoin. De acordo com a ação movida no Foro de Valinhos – SP, o cliente é uma pessoa jurídica, sendo que o valor total do processo ultrapassa R$ 140 mil.
A Indeal é uma empresa que fazia supostos investimentos em Bitcoin. A plataforma teve suas operações encerradas em maio de 2019. Naquele mês, vários líderes da companhia foram detidos depois da Operação Egypto. Somente fora do Brasil a organização movimentou mais de R$ 128 milhões em Bitcoin.
Justiça nega bloqueio de dinheiro da Indeal
SponsoredA ação relacionada a uma pessoa jurídica que processa a Indeal mostra que justiça negou o pedido de bloqueio. Sendo assim, a quantia em dinheiro estipulada em mais de R$ 140 mil deverá esperar o trânsito em julgado do processo para ser paga.
Até que a ação seja julgada, o arresto de bens em nome da Indeal não acontecerá neste caso. A decisão judicial foi publicada na última sexta-feira (22).
Segundo os autos do processo, a empresa que processa a Indeal tentou bloquear bens do negócio mediante um pedido de tutela de urgência antecipada. Contudo, a justiça negou o pedido inicial, sendo que o proponente da ação recorreu da decisão sobre o indeferimento.
Pedido de tutela de urgência é negado duas vezes
A cliente da Indeal mostra que entrou nos negócios da empresa em “fevereiro de 2019”. Ou seja, três meses antes da organização ser encerrada por uma operação policial.
Ainda no processo é citado quanto a corporação oferecia de lucros mensais aos usuários. Os dados entregues pela MJC da Silva Sanches Produções mostram que 15% de lucro em relação ao capital investido era oferecido pela Indeal.
A investidora do negócio investigado pela polícia tentou, mais uma vez, bloquear dinheiro do esquema que oferecia lucros a partir de investimentos em Bitcoin. Portanto, pela segunda vez a justiça negou o pedido de tutela de urgência antecipada.
Cliente pede arresto de bens de líderes da empresa
Além da plataforma que investia em criptomoedas como o Bitcoin, o processo menciona líderes do negócio. Desse modo, o cliente da Indeal também pleiteou na justiça o bloqueio de dinheiro dos seguintes réus citados na ação:
- Indeal – Consultoria em Mercados Digitais
- Francisco Daniel Lima de Freitas
- Marcos Antônio Fagundes
- Tassia Fernanda da Paz
- Angelo Ventura da Silva
- Regis Lippert Fernandes
Operação Egypto encerrou atividades da Indeal
No dia 21 de maio de 2019 a Operação Egypto foi deflagrada no sul do Brasil. A ação era voltada para os negócios da Indeal e resultou na prisão de alguns líderes com envolvimento com a organização.
Sponsored SponsoredCom sede em Novo Hamburgo – RS, a empresa registrou um imenso salto em investimentos no esquema. Quando foi criada em 2011, a Indeal declarou R$ 25 mil de capital social. Porém, pouco antes da Operação Egypto acontecer, a plataforma apresentou capital social de R$ 100 milhões.
Apontada como “pirâmide financeira”, os negócios da Indeal movimentaram até R$ 1 bilhão em dinheiro. No total, 130 policiais federais e seis civis participaram da Operação Egypto.
SponsoredA operação envolveu ainda servidores da Receita Federal contra endereços ligados a Indeal. Sendo que dez mandados de prisão foram cumpridos, além de outros 25 relacionados a busca e apreensão naquele mês.
Desde a Operação Egypto os clientes da Indeal esperam pelo dinheiro que seria devolvido pela corporação. Com a promessa de investimentos em criptomoedas, alguns usuários procuram a justiça em busca de reaver aquilo que foi investido no esquema.
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