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Citi indica ETFs de Bitcoin e Ethereum a clientes alta renda

  • A Citi Wealth está direcionando clientes adequados para ETFs de Bitcoin e Ethereum à vista.
  • ETFs de Bitcoin dos EUA perderam cerca de US$ 1 bilhão em duas sessões após ataque à Binance.
  • Lançamento da custódia de Bitcoin do Citi segue sem data e analista suspeita de hack na Binance.
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O Citi Wealth passou a indicar ETFs de Bitcoin e Ethereum à vista para clientes de alta renda. A novidade chega num momento de saques: em dois pregões, investidores tiraram cerca de US$ 1 bilhão dos ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos.

Só na segunda-feira (2), os ETFs de Bitcoin e Ethereum americanos tiveram saques de US$ 538 milhões. Os fundos, que permitem investir em cripto por uma conta de corretora, somavam US$ 111,3 bilhões naquele dia, segundo a SoSoValue.

O que diz o relatório do Citi?

O Citi Wealth publicou o relatório “Expanding the Investable Universe: Introduction to Crypto ETFs”. O documento é um guia de introdução e não anuncia fundo próprio do banco. Nele, o Citi apresenta os ETFs como a forma regulada, pela conta de corretora, de clientes com perfil adequado terem cripto ao lado de ações e títulos.

O banco cita regras mais claras, entrada de instituições e baixa correlação de longo prazo com os ativos tradicionais, ou seja, a cripto não anda junto com esses mercados. O relatório também lista riscos e restrições de adequação ao perfil do cliente.

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Os ETFs de Bitcoin à vista nos EUA tiveram saques de US$ 398,62 milhões em 2 de novembro, segundo a SoSoValue. Na sexta (30), investidores já tinham tirado US$ 643 milhões, um dia depois do ataque hacker de US$ 6,3 bilhões à Binance.

Fluxo dos ETFs de Bitcoin à vista. Fonte: SoSoValue
Fluxo dos ETFs de Bitcoin à vista. Fonte: SoSoValue

Quando o investidor resgata cotas, o gestor do fundo vende ou devolve o Bitcoin correspondente. Isso coloca mais moedas à venda no mercado.

Os ETFs de Ethereum tiveram saques de US$ 139,80 milhões em 2 de novembro, e a sequência de retiradas já vem desde o início de outubro.

Mesmo assim, o que saiu do Bitcoin nos últimos dias equivale a cerca de 0,4% dos US$ 98,12 bilhões que esses fundos guardam. Só o IBIT, da BlackRock, teve resgate de US$ 405,3 milhões em um único dia, segundo o BeInCrypto.

Citi ainda não tem data para guardar Bitcoin

O banco também prepara um serviço separado, de custódia. Em agosto, o Citi anunciou que a plataforma Custody+ passaria a guardar Bitcoin para instituições ainda este ano.

Para Matthew Sigel, chefe de pesquisa de ativos digitais da VanEck, o Citi é o sexto entre os 29 maiores bancos do mundo com risco sistêmico, os “grandes demais para quebrar”, a ter serviço de custódia de Bitcoin no ar ou anunciado. Ele diz que o JPMorgan avisou que, por ora, não vai oferecer o serviço.

Sigel também levantou uma hipótese, ainda sem confirmação, para o silêncio do banco.

“… o ataque à Binance na semana passada pode ser um dos motivos para o Citi não detalhar o cronograma. Ouvi dizer que o serviço já estava pronto para lançamento naquela semana”, afirmou.

O Citi não confirmou essa versão e segue dizendo publicamente que a previsão é “ainda este ano”. O BeInCrypto foi o primeiro a noticiar os planos de custódia do banco, em agosto.

Se o Citi marcar uma data antes de 31 de dezembro e os saques perderem força, dá para ver se Wall Street e os investidores voltam a andar na mesma direção.

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