A Chainalysis, empresa que vive de rastrear criminosos no mercado cripto, virou alvo de hackers. A companhia informou aos clientes que um invasor externo usou “técnicas ofensivas de agentes”, ou seja, ferramentas de inteligência artificial, para acessar seus sistemas neste mês.
A lista de clientes da Chainalysis inclui mais de cem bancos, além de exchanges e órgãos governamentais. Com a invasão, nomes de funcionários dessas instituições ficaram nas mãos de terceiros.
O que os hackers conseguiram?
Segundo comunicado divulgado pela Chainalysis na sexta-feira (30), o invasor obteve IDs de usuários, nomes completos, endereços de e-mail e cargos.
A empresa afirma não ter encontrado sinais de acesso a arquivos de casos, senhas, códigos de acesso ou tokens de sessão, e classifica as informações roubadas como “não sensíveis”.
“Nossas equipes vêm atuando ininterruptamente para investigar acessos não autorizados, corrigir vulnerabilidades e fortalecer nossos sistemas”, afirmou a Chainalysis.
A IA agêntica é um tipo de software que planeja e executa tarefas de forma autônoma, etapa por etapa. A empresa não informou quanto do ataque foi conduzido exclusivamente pela inteligência artificial.
O que os hackers conseguiram?
Segundo comunicado divulgado pela Chainalysis na sexta-feira, o invasor obteve IDs de usuários, nomes completos, endereços de e-mail e cargos ocupados.
A Chainalysis afirma que arquivos de casos, senhas, códigos de acesso e tokens de sessão não mostram sinais de acesso. A empresa classifica as informações roubadas como “não sensíveis”.
“Nossas equipes vêm atuando ininterruptamente para investigar acessos não autorizados, corrigir vulnerabilidades e fortalecer nossos sistemas”, informou a equipe em comunicado.
IA agentica é um software que planeja e executa tarefas de forma autônoma, etapa por etapa. A Chainalysis não detalhou quanto da invasão foi realizada unicamente pela inteligência artificial.
Coreia do Norte de novo?
Mesmo sem senhas, os dados roubados têm valor. A combinação de nome, e-mail e cargo mostra ao atacante exatamente quem procurar dentro de cada banco, exchange ou órgão público, abrindo caminho para golpes de phishing direcionados.
A semana já mostrou o estrago que um único alvo pode causar. Segundo as apurações iniciais da Binance, o roubo recorde de US$ 6,3 bilhões começou com o comprometimento do laptop de apenas um engenheiro.
A Chainalysis afirma que a invasão em seus sistemas não tem relação com o caso da Binance, embora esteja entre as empresas que investigam o destino dos fundos roubados. O CEO Jonathan Levin apontou a Coreia do Norte.
“A Coreia do Norte está repetindo velhas práticas”, disse Levin.
IA contra IA
Para conter o ataque, a Chainalysis contratou especialistas externos em segurança e passou a usar grandes modelos de linguagem, a tecnologia por trás dos chatbots, para identificar possíveis vulnerabilidades em seus sistemas.
O mercado cripto já viu vazamentos parecidos. Em 2020, a fabricante de carteiras Ledger informou que cerca de um milhão de e-mails de clientes haviam sido expostos. Depois, a empresa alertou os usuários sobre tentativas de phishing que se aproveitavam dos dados vazados.
No caso da Chainalysis, a IA foi usada para invadir e agora é usada para defender. Enquanto isso, os clientes da empresa ainda aguardam para saber quais nomes foram expostos.











