CEO do JPMorgan ataca Bitcoin: ‘esquema Ponzi descentralizado’

Atualizado por Anderson Mendes
EM RESUMO
  • Jamie Dimon voltou a atacar o Bitcoin recentemente.
  • Criptomoedas seriam usadas por diversos criminosos em operações de lavagem de dinheiro e tráfico sexual, segundo o executivo.
  • Banqueiro se descreve como um “grande crítico de ativos cripto”.
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Jamie Dimon voltou a atacar o Bitcoin (BTC), apesar do JPMorgan Chase continuar lançando iniciativas em torno da indústria cripto.

Líder da maior instituição de serviços financeiros do mundo, Dimon se descreve como um “grande crítico de ativos cripto”. Nos últimos anos, ele chegou a dizer que o BTC era um ativo sem valor, mesmo com a criptomoeda chegando a superar o valor de mercado do JP Morgan durante seu ciclo de alta.

Recentemente, ele voltou a atacar o ativo, acusando tanto o Bitcoin quanto demais criptomoedas de serem “esquemas ponzi descentralizados”. O banqueiro de 66 anos, que há alguns meses derrubou os mercados após fazer alertas sobre uma possível crise financeira, ainda afirmou que essa classe de ativo é usada por diversos criminosos em operações de lavagem de dinheiro e tráfico sexual.

Coisas ruins também acontecem nas finanças tradicionais

Dimon não é o único figurão de Wall Street a não ver as criptomoedas com bons olhos. Outros banqueiros e titãs do sistema financeiro tradicional, incluindo Warren Buffett e Bill Gates, concordam com a tese de que o BTC não possui valor.

No entanto, não é possível afirmar que esquemas de fraude, golpes e uso para atividades ilícitas são uma exclusividade do setor cripto. Diversos grandes bancos são acusados, e uns até sancionados, por estarem envolvidos em esquemas de lavagem de dinheiro em grande escala, sendo aderidos por criminosos e grupos terroristas como forma de financiamento de suas operações.

De acordo com estudos, as moedas fiduciárias continuam sendo as mais usadas para diversos fins ilícitos, sobretudo para conduzir o tráfico de drogas. Estima-se que até 40% de todo o dinheiro em circulação no mundo já tenha passado por atividades criminosas.

Em contrapartida, o Bitcoin oferece uma rede que, apesar de preservar o anonimato dos usuários, permite que todos tenham acesso e consigam rastrear as transações feitas na blockchain. Essa transparência inclusive já ajudou que criptomoedas roubadas em ataques hackers fossem recuperadas.

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JPMorgan de olho no mundo cripto

Apesar da antipatia do CEO pelo Bitcoin, o JPMorgan segue inserido produtos e serviços cripto ao seu modelo de negócios. A instituição foi o primeiro grande banco de investimentos a ofertar trade de criptomoedas para os seus clientes.

Além disso, o banco se mostra bem otimista em relação ao metaverso, afirmando que o mercado em torno dessa tecnologia pode movimentar trilhões de dólares nos próximos anos. O próprio gigante de Wall Street lançou um escritório virtual no Decentraland (MANA), ofertando vagas de emprego para especialistas em metaverso e Web3.

Por fim, vale destacar que CEO do JPMorgan não vê todo o mercado cripto como algo ruim. Anteriormente, o banqueiro elogiou a tecnologia blockchain e as stablecoins, afirmando que elas podem melhorar o sistema financeiro tradicional. Ele também se mostrou receptivo ao setor de finanças descentralizadas (DeFi).

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