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Brasil e Índia fecham acordo para usar blockchain em serviços públicos

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Escrito e editado por
Lucas Espindola

24 fevereiro 2026 11:00 BRT
  • Acordo assinado em Nova Délhi no sábado prevê centro de excelência em blockchain no Brasil.
  • Tecnologia será usada em identidade civil e pagamentos estatais para reduzir fraudes.
  • Inteligência artificial entra na pauta com foco em saúde, educação e agricultura.
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O Brasil e a Índia assinaram no sábado (21) a Parceria Digital Brasil-Índia para o Futuro. O acordo foi firmado durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Nova Délhi. O Ministério das Relações Exteriores divulgou os detalhes do pacto. O texto coloca blockchain, tecnologia que registra informações de forma descentralizada e difícil de adulterar, como um dos eixos principais da cooperação, ao lado de semicondutores e tecnologias quânticas.

O que muda na prática

O governo brasileiro quer usar registros descentralizados para modernizar sistemas de identidade civil e métodos de pagamento estatal. A tecnologia permite que diferentes órgãos públicos compartilhem dados com segurança, reduzindo fraudes e custos operacionais.

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Os dois países vão montar um centro de excelência em território brasileiro. O espaço será usado para treinar equipes do setor público e testar as novas ferramentas em ambiente controlado.

A Índia tem histórico relevante nessa área. O país implementou plataformas digitais de inclusão para mais de um bilhão de pessoas. O Brasil quer absorver esse conhecimento para evitar erros na fase de estruturação dos próprios projetos.

Inteligência artificial também entrou na pauta

Os dois governos incluíram inteligência artificial, sistemas de aprendizado de máquina que simulam raciocínio humano, no documento bilateral. As áreas de aplicação previstas são saúde, educação e agricultura.

A criação de modelos de linguagem próprios foi citada como estratégia para reduzir a dependência de plataformas estrangeiras e proteger dados sensíveis da população.

Clima e soberania digital

Os chefes de Estado anunciaram a criação da Rede de Inteligência Planetária Aberta. O projeto usa infraestrutura digital para acelerar ações de conservação ambiental em países em desenvolvimento.

Um canal específico de segurança cibernética, voltado para proteção de redes contra ataques e invasões, foi estabelecido entre as equipes dos dois governos. O Ministério das Relações Exteriores vai monitorar o andamento de todas as propostas.

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