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Bitmain desenvolve novo equipamento para mineração de Ethereum

2 Min.
Atualizado por Paulo Alves

Resumo

  • Bitmain anuncia o modelo AntMiner E9 para mineração da rede Ethereum.
  • Data de lançamento e detalhes tecnicos ainda não foram divulgados.
  • Mineradores reclamado de iniciativas visando o corte de taxa de transações.
  • promo

A fabricante de hardware de mineração de criptomoedas Bitmain está desenvolvendo um novo produto de mineração para a rede Ethereum.

Trata-se de um equipamento ASIC compatível com o algoritmo Ehash. O produto, que recebeu o nome de AntMiner E9, foi anunciado na quinta-feira (15).

Por ora, a fabricante não divulga data especifica de lançamento nem especificações técnicas do aparelho. O preço de cada unidade também ainda não foram revelados.

No entanto, o criptominerador chegaria para concorrer, por exemplo, com o A10 Pro, da InnoSilicon, que oferece poder de computação de 500 a 750 MH/s (mega hashes por segundo) dependendo da versão. No mercado paralelo, um equipamento do tipo pode custar cerca de US$ 11 mil (R$ 61,8 mil).

O anúncio da Bitmain ocorre em meio a discussões sobre alternativas para reduzir as taxas de rede da rede Ethereum. Desde o ano passado, a comunidade discute a implementação de uma Proposta de Melhoria Ethereum (EIP) que gera polêmica entre mineradores da rede. 

O EIP-2878 visa diminuir pela metade a recompensa de mineração de Ethereum, afirmando que com isso seria possível manter o poder de compra da ETH.

A proposta foi duramente criticada pelos principais mineradores da moeda, que, além de terem corte de 50% nas receitas, afirmaram que a mudança poderia ameaçar a segurança da rede.

No plano de fundo estão os recordes em receita proveniente da mineração de Ethereum. Com forte crescimento desde outubro, o faturamento de mineradores atingiu US$ 1,38 bilhão em março na sequência de um recorde em fevereiro.

No entanto, com a grande valorização da ETH e de projetos de finanças descentralizadas (DeFi) desenvolvidos na rede Ethereum, as taxas de transações estão cada vez mais altas, tornando o ecossistema pouco atrativo para novos desenvolvedores.

Como resultado, a Ethereum tem perdido espaço para outras redes como a Cardano (ADA), a Polkadot (DOT) e a Binance Smart Chain.

Também na quinta-feira (15), a rede Ethereum deu início à atualização Berlim, que implementa novos EIPs com o objetivo de tentar diminuir as altas taxas de rede.

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Anderson Mendes
Membro ativo da comunidade de criptoativos e economia em geral, Anderson é formado pela Universidade Positivo, e escreve sobre as principais notícias do mercado. Antes de entrar para a equipe brasileira do BeInCrypto, Anderson liderou projetos relacionados à trading, produção de notícias e conteúdos educacionais relacionados ao mundo cripto no sul do Brasil.
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