Bitcoin vs Tesouro Direto: qual pode render mais em 2026?

  • Tesouro Selic rende cerca de 12% líquido ao ano com Selic a 15%.
  • O Bitcoin fechou 2025 em queda, mas mercado projeta consolidação em 2026.
  • Especialistas recomendam alocação de 1% a 3% em Bitcoin para perfis moderados.
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Com a Selic em 15% ao ano e o Bitcoin no patamar dos US$ 90 mil, o investidor brasileiro vive uma das comparações mais atraentes dos últimos anos. De um lado, a segurança previsível da renda fixa. Do outro, a volatilidade e o potencial de valorização do ativo digital mais conhecido do mundo.

A resposta para “qual rende mais” depende, antes de qualquer coisa, de qual período se está avaliando, e de quanto risco o investidor está disposto a aceitar.

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O Tesouro Direto em 2026

O Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central, manteve a Selic em 15% ao ano pela quinta vez seguida em janeiro de 2026, com sinalização de queda a partir de março.

Para quem ainda não conhece: o Tesouro Direto é um programa do governo federal que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos pela internet. É uma das formas mais seguras de investir no Brasil, pois o risco de calote é o mais baixo possível: seria o próprio governo federal quebrando.

Para quem aplica R$ 25 mil no Tesouro Selic 2028 em janeiro de 2026, a projeção do C6 Bank indica um retorno de R$ 27.780,44 líquidos após 12 meses, já descontado o Imposto de Renda.

Em 2025, o CDI acumulou retorno de 14,30% no ano. Entre os títulos públicos, os prefixados chegaram a oferecer rentabilidades superiores a 15% ao ano, enquanto os indexados à inflação (Tesouro IPCA+) passaram boa parte do ano com rentabilidades superiores a 7% ao ano acima do IPCA.

O Tesouro IPCA+ é um título que garante um ganho real acima da inflação. Em outras palavras: o investidor recebe a variação dos preços mais um percentual fixo. É o tipo de produto que protege o poder de compra ao longo do tempo.

O Bitcoin em 2026

O cenário da criptomoeda é diferente. Após um 2025 que terminou na primeira queda em três anos, casas globais avaliam que o Bitcoin se tornou um ativo mais previsível, com menor volatilidade e retornos potencialmente menos explosivos, mas com riscos mais controlados.

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Em outubro de 2025, o Bitcoin atingiu seu valor recorde ao alcançar US$ 125 mil. Em novembro, contudo, já operava abaixo dos US$ 92 mil, acumulando queda superior a 26% em relação à máxima histórica.

O dado ilustra bem o principal risco do ativo: a volatilidade. Volatilidade, no mercado financeiro, é a intensidade com que o preço de um ativo sobe ou desce em curtos períodos de tempo. No caso do Bitcoin, essa oscilação ainda é significativa.

“Chamar o Bitcoin ou qualquer outro criptoativo de ‘moeda’ sempre foi equivocado. Ele não é nem uma unidade de conta, nem um meio de pagamento escalável, nem uma reserva de valor estável”, disse Nouriel Roubini, em entrevista ao Business Insider.

Segundo a Coinbase, ao final de 2025, a volatilidade histórica de 90 dias do Bitcoin ficou entre 35% e 40%, patamar semelhante ao de ações de tecnologia de alto crescimento.

Para 2026, o mercado não prevê uma alta explosiva. A gestora VanEck avalia que 2026 deve ser um ano de consolidação, não de euforia nem de colapso, e defende uma alocação disciplinada de 1% a 3% em Bitcoin, construída gradualmente.

O que cada um entrega?

A comparação direta entre os dois ativos não é simples porque eles servem a propósitos diferentes.

O Tesouro Direto entrega previsibilidade. Quem investe sabe aproximadamente quanto vai resgatar. É indicado para objetivos de médio e longo prazo, como aposentadoria, compra de imóvel ou reserva de emergência.

“A renda fixa aqui no Brasil é um produto muito difícil de bater. Quando a gente coloca em perspectiva com a bolsa brasileira, a renda fixa é muito forte e sempre bate na maioria das vezes”, disse Lucas Josa, especialista em criptoativos do BTG Pactual, em entrevista à Exame.

O Bitcoin entrega potencial de ganho assimétrico, ou seja, a possibilidade de retornos muito acima da média, mas também de perdas expressivas no curto prazo. Em 2024, por exemplo, o ativo saiu de cerca de US$ 40 mil para US$ 100 mil. Em 2025, caiu.

“Mas bitcoin é uma diversificação muito diferente. É muito mais sobre investir o seu dinheiro em um ativo que tem potencial de reserva de valor e proteger o seu poder de compra no longo prazo”, afirmou Josa à Exame.

Especialistas apontam que não adianta olhar apenas para a rentabilidade. É fundamental avaliar para que o dinheiro será usado e em quanto tempo. Produtos de baixíssimo risco, como o Tesouro Selic, podem estar no mesmo portfólio que ativos voláteis, como o Bitcoin, mas essa composição só faz sentido se o investidor tiver horizonte de longo prazo e tolerância à oscilação.

Portfolio ou carteira de investimentos é o conjunto de todos os ativos em que uma pessoa aplica dinheiro.

Qual escolher?

Não existe resposta única. O que os dados de 2025 e 2026 mostram é que, com a Selic ainda em 15% ao ano, a renda fixa brasileira oferece um dos melhores rendimentos ajustados ao risco do mundo. É difícil encontrar outro país com juros reais tão elevados.

O Bitcoin, por outro lado, representa uma aposta em um ativo global, descentralizado e cada vez mais incorporado por grandes instituições financeiras. O Mercado Bitcoin projeta que o Bitcoin alcance ao menos 14% da capitalização do ouro até 2026, mais que o dobro da fatia atual, avançando onde o ouro encontra limitações: facilidade de custódia, liquidação e transferência global.

Para quem tem reserva de emergência formada e tolerância ao risco, a alocação de uma pequena parcela em Bitcoin pode fazer sentido. Para quem ainda está construindo patrimônio, o Tesouro Direto segue como ponto de partida mais sólido.


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