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Bitcoin encerra maio no vermelho – análise e projeções

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Atualizado por Thiago Barboza

EM RESUMO

  • Pelo terceiro ano consecutivo, o Bitcoin encerrou o mês de maio no vermelho.
  • No entanto, a queda atual foi menor do que as vistas em 2022 e 2021.
  • O preço é negociado em um canal paralelo no longo prazo.
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O Bitcoin (BTC) acumula mais de 7% de queda em maio, sendo pouco provável que consiga se recuperar nestas últimas horas do mês. Baseado na movimentação de preço e na leitura do cenário cripto-econômico, é possível projetar um cenário melhor para junho?

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Maio foi um mês decepcionante para os entusiastas da maior criptomoeda do mundo, que viram o BTC realizar poucas movimentações consideráveis neste período. Na maior parte do mês, o preço ficou dentro de uma faixa de negociação entre US$ 26.500 e US$ 27.500.

Com isso, o Bitcoin acumula seu terceiro mês de maio consecutivo no vermelho, conforme dados do Bitcoin Monthly Return, apresentados no gráfico abaixo. Apesar disso, há motivos para otimismo. A queda atual, de aproximadamente 7%, é bem menor das desvalorizações de 35,38% e 15,56% vistas em 2021 e 2022, respectivamente.

Bitcoin encerra maio no vermelho - análise e projeções
Desempenho histórico do preço do Bitcoin. Fonte: Bitcoin Monthly Return

Com maio de 2023 se encerrando, o que esperar para o próximo mês?

Cenário pode piorar em junho?

Como é possível observar na planilha acima, o mês de junho não foi bom para o Bitcoin nos últimos anos. No entanto, é preciso fazer uma ressalva quanto a isso.

O ativo teve um junho de 2022 desastroso muito em conta do colapso da blockchain Terra (LUNA), que impulsionou uma grande queda em todo o mercado de criptomoedas. Portanto, ao julgar a movimentação recente, é improvável que haja uma nova queda desta magnitude, a não ser que ocorra outro evento cisne negro que prejudique toda a indústria.

Candidatos para isso não faltam. No cenário interno, a Binance preocupa. Nesta quarta-feira (31), foi noticiado que a maior exchange de criptomoedas do mundo pretende demitir parte de seus funcionários em junho. Nos últimos meses, a exchange viu seu volume de negociações e participação no mercado cair, além de enfrentar acusações a nível regulatório em alguns países, sobretudo nos EUA.

Por falar em Estados Unidos, o país pode ser um grande influenciador da movimentação de preço do Bitcoin em junho. Sua economia tem dado sinais de recessão, com o governo Biden lutando para evitar um calote de dívida.

Apesar do enfraquecimento dos EUA e do dólar poderem atuar como um impulsionador do Bitcoin, sobretudo em sua adoção, esses eventos podem gerar grandes quedas nos mercados de capitais. Com isso, o BTC e demais criptomoedas poderiam ser afetados negativamente.

O que a análise técnica indica para o Bitcoin?

Conforme observado no gráfico semanal, a movimentação de preço do Bitcoin em maio criou um canal paralelo de baixa. Esse tipo de padrão gráfico geralmente leva a rompimentos de alta.

Caso um rompimento ocorra, o preço pode subir para o nível de US$ 31.300, onde se encontra o topo do canal (linha roxa). Se conseguir se manter acima desse nível, o preço pode testar o nível de US$ 36.000 (linha amarela), que atuou como suporte em janeiro e fevereiro e agora deve atuar como resistência.  

Bitcoin encerra maio no vermelho - análise e projeções
Gráfico do BTC no TradingVIew

No entanto, o candle semanal atual do BTC, que será fechado daqui quatro dias, indica que a movimentação de preço seguirá sendo dentro do canal paralelo. Caso a tendência de baixa continue, o ativo pode testar a linha de suporte deste canal, próximo a US$ 24.300.

Este nível de preço pode atuar como um grande suporte de preço, visto que a média móvel exponencial de 200 períodos (laranja) se encontra próximo a ele. Caso o BTC perca esse suporte, será possível que ele teste novamente a área de suporte de US$ 21.800, que foi validada com a criação de um candle martelo de alta (círculo amarelo) no início de março.

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Anderson Mendes
Membro ativo da comunidade de criptoativos e economia em geral, Anderson é formado pela Universidade Positivo, e escreve sobre as principais notícias do mercado. Antes de entrar para a equipe brasileira do BeInCrypto, Anderson liderou projetos relacionados à trading, produção de notícias e conteúdos educacionais relacionados ao mundo cripto no sul do Brasil.
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