Processado pela Nike por supostamente usar designs de seu tênis em NFTs sem autorização, o designer John Geiger também transformou a ação judicial em token.
John Geiger ficou famoso por personalizar sapatos, entre eles os tênis desde 2014. Uma de suas coleções mais famosas foi o “Cheques Extraviados” em que os tênis apresentavam 16 estampas, uma sobreposta as outras. O designer se inspirou em um episódio que ocorreu com ele quando era consultor e recebeu tarde o pagamento.
Em 2017, o artista foi mais longe, e resolveu criar a sua própria marca de tênis. A sua primeira criação foi o Tênis GF-01, que foi justamente o sapato que rendeu o processo com a Nike. Na época, o artista explicou:
“Se eu estivesse fazendo um sapato de basquete, nunca vou competir com a Nike. Vou levar anos para conseguir que a tecnologia seja capaz de fazer um sapato de basquete em um jogo da NBA. Então eu realmente queria deixar o GF-01 elegante ao ponto de os atletas quererem usá-los no jogo, mas eles têm os sapatos de basquete para o jogo real.”

A novela Geiger X Nike continua
Tão famosa quanto os seus tênis com designer arrojados se tornou a sua briga com a Nike. Geiger anunciou que está lançando uma nova coleção, inspirada no processo que recebeu da empresa. Ele criou uma coleção de NFT do tênis GF-01 pintados em ouro, prata e bronze. Quem adquirir o token, levará também uma versão física do tênis e uma cópia do processo da Nike contra John, assinada por ele.
Em um press release, o designer publicou:
“O JG Lawsuit NFT vai aproveitar o nosso processo contra a Nike, que criou ainda mais seguidores leais à medida em que a Nike continua a se envolver em processos frívolos que parecem ser apenas colocados para diminuir o ímpeto de sua concorrência”.
Na semana anterior, na novela do processo da Nike contra Geiger, um juiz rejeitou o pedido do designer para que o processo fosse arquivado, com a alegação de que a marca não pode reivindicar registros, porque os seus tênis não são funcionais e carecem de distinção. O juiz manteve a posição da empresa, que alega:
“Havia feito uma reclamação adequada para a composição total dos tênis AF1, como “não funcional” e permitindo que o processo prosseguisse”.
A marca acusa o designer de “comercializar e vender sapatos da Nike modelo da Força Aérea 1” como seus na coleção de NFT Tênis GF-01. A Nike vai mais longe, dizendo que o artista está causando confusão no mercado e manchando a reputação da marca.
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Não é a primeira vez que a empresa entra com processo contra artistas que produzem NFTs com base em suas marcas, porém Geiger tem se mostrado o adversário mais insistente deles. Para completar as suas provocações, ele lançou um servidor no Discord em que serão explicadas como os consumidores podem adquirir os seus NFTs.

Veterana
A Nike é veterana em processos contra customiza dores, e imitadores de seus tênis. Ela já entrou em várias batalhas judiciais, além da com John Geiger, brigou com La La Land Production and Design Inc, e StockX.
A SotckX criou uma coleção de NFTs com as imagens de nove tênis virtuais, oito deles são da Nike e reproduzem os sapatos reais.
A marca levantou dois grandes motivos para processar a StockX, um deles é que as vendas dos NFTs podem causar confusão na mente de seus clientes, achando que isso foi autorizado pela marca. Os outros motivos são que os NFTs são caros e carregam termos obscuros e duvidosos.
Até a Hermés
Aa marca francesa Hermés entrou com uma ação contra o artista Mason Rothschild, que foi acusado de criar NFTs inspirados nas bolsas da marca.
O artista nomeou a coleção de metabirkins, um nome nem um pouco sugestivo e passou a vendê-los nos sites especializados em arte digital.
Rothschild, explicou em um post, que não estava vendendo ou criando bolsas Birkin falsas.
“Fiz obras de arte que retratam sacos birkin imaginários cobertos de pele. Assim como deu a Andy Warhol o direito de fazer e vender arte representando as latas de sopa de Campbell. O fato de eu vender a arte usando NFTs não muda o fato de que é arte”, disse Rothschild.
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