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Adobe está desenvolvendo IA generativa de música

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Atualizado por Thiago Barboza

As ferramentas de inteligência artificial (IA) generativas voltadas à música continua. E, dessa vez, é hora de a Adobe dar a sua contribuição.

A empresa lançou seu próprio projeto, que é capaz de gerar e editar músicas baseadas em prompts de texto.

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Adobe estuda IA generativa de músicas

A ferramenta da Adobe se chama Project Music GenAI Control. Seu anúncio oficial ocorreu na quarta-feira (28), durante o Hot Pod Summit, no Brooklyn.

A plataforma gera áudio a partir de descrições de texto ou melodias de referência. Em seguida, os usuários podem customizar o resultado.

Com a ferramenta, é possível modificar características como tempo, intensidade, repetição de padrões e estrutura. Também é possível alterar a duração da faixa, remixar ou transformá-la em um loop infinito.

O Project Music GenAI Control foi desenvolvido em colaboração com pesquisadores da Universidade da Califórnia e Carnegie Melon.

“Isso [o projeto] entende a ideia de IA gerando música com o usuário na cadeira do diretor e há muitas coisas possíveis de fazer com isso. [A ferramenta] gera música, mas também lhe dá várias formas de controle para experimentar. Você não precisa ser um compositor, mas pode lançar suas próprias ideias sobre música”, disse o head de áudio e vídeo em IA da Adobe, Gautham Mysore.

A ferramenta da Adobe ainda está em seus primeiros estágios de desenvolvimento e nem possui uma interface de usuário. O objetivo da empresa é disponibilizar a plataforma para usuários no futuro, mas ainda não há data definida de quando isso irá acontecer.

Indústria da música luta contra ferramentas generativas

Enquanto isso, do outro lado da indústria, grandes empresas do setor de música lutam contra o avanço de ferramentas de IA generativa. Elas argumentam que as criadoras muitas vezes treinam esses modelos de linguagem grande (LLMs) com material protegido por leis de direitos autorais sem permissão.

A primeira ação desse tipo ocorreu quando a Universal Music Group processou a Anthropic, por causa do treinamento de sua ferramenta de IA Claude 2.

Em seguida, a empresa rompeu seu contrato com o TikTok. Nesse caso, a UMG afirmou que a rede social queria pagar menos pelo direito de uso de seu catálogo do que o padrão da indústria. Além disso, ela estaria usando essas músicas em uma ferramenta de IA generativa sem permissão.

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Júlia V. Kurtz
Editora-chefe do BeInCrypto Brasil. Jornalista de dados com formação pelo Knight Center for Journalism in the Americas da Universidade do Texas, possui 10 anos de experiência na cobertura de tecnologia pela Globo e, agora, está se aventurando pelo mundo cripto. Tem passagens na Gazeta do Povo e no Portal UOL.
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