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Acusado de criar pirâmide com criptomoedas morre no Brasil

2 Min.
Atualizado por Thiago Barboza

Resumo

  • Johann Steynberg, ligado a um esquema Ponzi de US$ 1,8 bilhão, morre no Brasil.
  • Steynberg enfrentou uma ação legal, incluindo uma multa de US$ 3,46 bilhões.
  • Aumentam as preocupações com a recuperação de mais de US$ 1 bilhão em BTC.
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O mundo das criptomoedas enfrenta uma nova turbulência. Relatos do O Popular apontam que Johann Steynberg morreu no Brasil.

Ele é acusado de criar a pirâmide de US$ 1,8 bilhão com criptomoedas da Mirror Trading International (MTI). Ele morreu após um ataque cardíaco, em meio a uma batalha judicial. Sua morte pode complicar os esforços para recuperar fundos substanciais.

Steynberg morreu ao aguardar extradição

Steynberg estava em prisão domiciliar em uma fazenda em Pirenópolis (GO) desde dezembro de 2021. Ele aguardava sua extradição para a África do Sul quando sofreu uma grave crise de saúde. Conforme seu advogado, Thales Jayme, ele sofreu uma série de problemas de saúde mental nas semanas que antecederam sua morte.

Em abril de 2023, um tribunal dos EUA multou Steynberg e a MTI em US$ 3,46 bilhões por “fraude sistemática e generalizada” contra dezenas de milhares de membros. Essa foi a maior penalidade monetária já aplicada na história de um caso envolvendo a CFTC.

Leia mais: Sofri um golpe, e agora? Como agir em casos de fraude

Certificado de óbito de Johann Steynberg.
Certidão de óbito de Johann Steynberg. Fonte: MyBroadband

A Autoridade de Conduta do Setor Financeiro (FSCA) da África do Sul expôs o enorme esquema de pirâmide. Ele prometia retornos mensais exorbitantes aos investidores e envolvia o chefe da MTI. O desmantelamento do esquema levou Steynberg a fugir da África do Sul em dezembro de 2020.

Em seguida, as operações da MTI foram interrompidas, e o Tribunal Superior de Western Cape declarou a empresa um esquema Ponzi.

Morte pode atrasar recuperação dos fundos de pirâmide de criptomoedas

A morte de Steynberg aprofundou a incerteza em torno dos esforços de recuperação de milhares de BTC, avaliados em mais de US$ 1 bilhão. Somente na plataforma MTI, ocorreram transações envolvendo mais de 29.000 BTC. Apesar dos esforços das autoridades, o número exato de BTC desaparecidos permanece indefinido, com estimativas que variam entre 3.000 e 10.000 BTC no momento, embora o número real possa ser maior.

Embora os liquidantes tenham conseguido recuperar cerca de 1.200 BTC, os documentos judiciais indicam que uma parte significativa da criptomoeda ainda não foi contabilizada. A morte inesperada de Steynberg gerou suspeitas e ansiedades entre os investidores. Muitos deles ainda estão lidando com as consequências da revelação do esquema.

O processo de liquidação já era uma questão controversa entre os investidores da MTI devido à decisão do tribunal de que qualquer saque deve ser reembolsado de acordo com os preços atuais do Bitcoin. Agora, ele enfrenta desafios adicionais. A morte de Steynberg pode obscurecer a contabilidade completa dos ativos desaparecidos e o potencial de recuperação dos fundos perdidos.

Assim, a saga deixa um rastro de perguntas sem respostas e um legado complexo envolvendo suposta fraude internacional, quebra de confiança e as águas turvas das transações financeiras não regulamentadas. Enquanto os investigadores continuam a investigar as circunstâncias, a comunidade cripto observa atentamente. Eles observam o profundo impacto que tais esquemas têm sobre a credibilidade do setor e a necessidade urgente de estruturas regulatórias mais claras.

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Júlia V. Kurtz
Editora do BeInCrypto Brasil, a jornalista é especializada em dados e participa ativamente da comunidade de Criptoativos, Web3 e NFTs. Formada pelo Knight Center for Journalism in the Americas da Universidade do Texas, possui mais de 10 anos de experiência na cobertura de tecnologia, tendo passado por veículos como Globo, Gazeta do Povo e UOL.
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