Da Web1 ao Metaverso – Como aproveitar as oportunidades da Web3

Atualizado por Júlia V. Kurtz

A evolução da internet fez com que a rede mundial de computadores se transformasse em algo estático a um conjunto de interações entre diversas pessoas. Agora, o surgimento da Web3 promete trazer novas experiências para os usuários, como NFTs e metaverso, argumenta a CEO da agência de marketing cripto ROE, Anna Ele.

Web1 – A Era da Informação

A internet um dia já foi vista como um lugar de nerd, uma coisa sem futuro e que não traria resultados concretos de conversão para nenhum negócio. Na Web1, a comunicação ainda era estática e monossilábica, assim como as páginas na web.

As empresas falavam e não havia troca, não havia interação. Os sites eram meros cartões de visita e as empresas não conseguiam ver muito valor na tecnologia. Foi o início da Wikipedia e de uma era de informação abundante, porém sem interação.

Web2 – A era da interação e da atenção

A web2 chegou como uma revolução na comunicação. As marcas não estavam prontas para falar e receber respostas. Ela virou a era das redes sociais, para dar poder ao consumidor/usuário. Porém, empoderar o consumidor trouxe consequências indesejadas para as grandes marcas: como interagir com os problemas nesse novo ambiente? Como gerenciar as crises?

A resposta veio ao longo do tempo. No início dos anos 2000, as empresas precisaram aprender a dialogar. Isto trouxe um amadurecimento para as marcas e vantagens para os consumidores. A Web2 permitiu eleger e derrubar presidentes, mas também teve um lado negativo, na qual pessoas anônimas e com perfis falsos puderam difamar e transmitir em massa as tão famosas “fake news”.

Diante de tanta informação e produção de conteúdo vinda de todos os lados, também podemos chamar a era da interação em Era da Atenção, pois, em um mar de conteúdos, fica difícil digerir tudo que está acontecendo. A web2 também foi a época da consolidação de Big Techs como Google, Facebook, Amazon, Microsoft e Apple.

Antes da aprovação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), essas empresas deitaram e rolaram usando os dados de seus consumidores como moeda de troca. Com toda a rastreabilidade de navegação, puderam traçar perfis de comportamento e de compra para oferecer produtos e serviços de outras empresas. O consumidor perdeu o direito à privacidade e os dados passaram a ser o novo petróleo.

Da Web2 para a Web3 – A Era Semântica

Em 2008, surge o Bitcoin, que dá um novo uso para o blockchain. Ele é o protocolo da confiança, eliminando a necessidade de intermediários, capacitando que todos os tipos de negócios sejam feitos de maneira descentralizada.

Inclusive pode proporcionar a operação descentralizada de projetos e divisão de dividendos, tornando a Web3, a revolução financeira, de consciência e de distribuição de direitos, muito além da Web2.

Web3 e Metaverso – A Era da descentralização

É impossível falar em Web3 e metaverso sem falar em blockchain, tokens não fungíveis (NFTs), tokenização e criptomoedas.

O blockchain, sem dúvida nenhuma, é uma das maiores revoluções tecnológicas dos últimos tempos. Por ser um conjunto de tecnologias de registro descentralizado, ela elimina intermediários. Além de ser imutável, é altamente seguro.

Essa nova tecnologia permitirá ressuscitar o Second Life, um mundo virtual criado no início dos anos 2000, muito antes da web3, mas à frente de seu tempo, já que na época não havia tecnologia que suportasse a ideia de criar um mundo paralelo e virtual.

Mas, o que é o metaverso? É uma extensão virtual da vida real. Haverá uma interoperabilidade entre a vida física e virtual. É bem provável que muitas pessoas tenham resistência inicialmente e ao mesmo tempo outras se joguem de cabeça como meio de lidar com as dificuldades.

A maioria das pessoas acreditam que isso é uma loucura passageira e que essa ideia vai morrer em breve. Mas vale lembrar que no início da internet também foi assim. Porém nerds incompreendidos como Bill Gates e Steve Jobs compreenderam as necessidades das pessoas e, através de soluções simples, transformaram empresas como Apple e Microsoft nos maiores nomes do século 21, indispensáveis no dia a dia da maior parte da população.

Empresas no metaverso

Gucci, Balenciaga, Nike, Coca-Cola e Mcdonald’s são algumas das empresas que estão apostando no metaverso.

Recentemente, a Gucci abriu uma loja no metaverso em parceria com o artista digital Wagmi-San, com o intuito de selecionar 5.000 pessoas para obterem suas coleções de roupas digitais. A parceria foi fechada com o projeto Nova Tokyo, criador da loja virtual 10KTF.

O McDonald’s também já se posicionou no metaverso e fará um cross de digital para vida real. A rede de fast food terá uma loja que entregará comida no mundo virtual e real. Sendo assim, o usuário poderá fazer o seu pedido no metaverso e receber em sua casa a comida real. A marca também fornecerá serviços de entretenimento e eventos no metaverso, com concertos online reais e virtuais.

A Nike não quis ficar de fora e já chegou no metaverso comprando uma fábrica de tênis virtuais, a RTFKT. Essa empresa já havia lançado a coleção de NFTs Crypto Punks —, elaborada em parceria com o artista FEWOCiOUS, e que vendeu em um leilão no início do ano mais de 600 pares de tênis, por cerca de US$ 3,1 milhões (R$ 17,8 milhões em conversão direta).

Mesmo com todas essas empresas apostando pesado no metaverso, muitas pessoas já afirmaram que jamais entrarão no espaço virtual, mas em muitas situações, as pessoas serão obrigadas a utilizar o Metaverso.

Já imaginou um cliente marcando uma reunião no escritório da empresa dele no metaverso e o vendedor se recusando a ir até lá?

A questão não é se você vai entrar no metaverso e sim, quando!

Sobre a autora

Ana Elle é Empreendedora em série, multitask em Marketing Digital e Musicista. Desde 2017, se dedica à Agency ROE, sua agência de Marketing Digital, focada em blockchain, NFTs, metaverso e criptomoedas. É mentora programas de hackathon para startups e empreendedores.

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