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Vitalik Buterin admite que Ethereum teve retrocesso nos últimos 10 anos

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Escrito e editado por
Lucas Espindola

17 janeiro 2026 10:09 BRT
  • Vitalik Buterin afirma que foco do Ethereum em escala na última década enfraqueceu promessa central de descentralização e autossoberania.
  • Novo roadmap para 2026 busca reduzir dependência de servidores confiáveis ao permitir verificação local e fortalecer proteções de privacidade.
  • O plano indica uma reestruturação de longo prazo que busca transferir a confiança de intermediários centralizados para os próprios usuários.
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O cofundador da Ethereum, Vitalik Buterin, apontou 2026 como o ano em que a blockchain vai retomar suas origens “cypherpunk”.

Ontem (16), Buterin apresentou um roteiro técnico voltado a reverter o que definiu como uma década de retrocesso em descentralização.

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Como o Ethereum planeja corrigir suas concessões?

O cofundador da Ethereum admitiu que a busca da rede por escalabilidade em massa comprometeu sua promessa fundamental de autossoberania.

Segundo ele, o ecossistema atual deixa os usuários excessivamente dependentes de infraestrutura centralizada para interagir com o livro-razão. Essa dependência se concentra em servidores confiáveis e em Remote Procedure Calls, ou RPCs.

Essa arquitetura obriga os usuários a confiarem em provedores de dados terceirizados, em vez de verificarem a chain por conta própria.

Para eliminar essa dependência, o roteiro para 2026 prioriza a implementação do Helios e das Zero-Knowledge Ethereum Virtual Machines (ZK-EVMs).

Essas soluções visam democratizar a experiência de “full node”, permitindo que hardwares convencionais validem informações recebidas usando Bridges and Local Verification (BAL).

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Ao levar a verificação para as pontas, a Ethereum busca eliminar a necessidade de os usuários confiarem cegamente em gateways centralizados como Infura ou Alchemy.

O roteiro também prevê recursos agressivos de “privacy UX” que podem colocar a rede em desacordo com empresas de análise de dados.

Assim, Buterin sugeriu a integração do Oblivious RAM (ORAM) e Private Information Retrieval (PIR). Esses protocolos criptográficos permitem que carteiras solicitem informações sem revelar padrões de acesso específicos, tornando os provedores de RPC incapazes de identificar a atividade do usuário.

A iniciativa foi pensada para evitar o “comércio” de dados comportamentais dos usuários com terceiros.

Na esfera da segurança, a rede vai padronizar carteiras de recuperação social e time locks. Essas ferramentas pretendem tornar a recuperação de fundos mais intuitiva, sem recorrer a custodiantes centralizados ou backups em nuvem sujeitos a “backdoors do Google” ou de outras big techs.

Além disso, a Ethereum deve reforçar as interfaces de usuário utilizando protocolos de armazenamento descentralizado, como o IPFS. Isso reduz riscos de ataques à interface que poderiam impedir acesso aos ativos.

Ele explicou que as melhorias podem não chegar já na próxima atualização, mas a agenda para 2026 representa uma mudança fundamental em como a segunda maior blockchain do mundo gerencia a confiança.

“… Será um longo caminho. Não vamos alcançar tudo o que buscamos no próximo lançamento Kohaku, nem no próximo hard fork, ou mesmo no seguinte. Mas essa evolução fará da Ethereum um ecossistema que merece não só seu papel atual no universo, mas um ainda maior”, afirmou.

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