94% dos varejistas brasileiros possuem canais de vendas digitais, diz pesquisa

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EM RESUMO
  • Lojistas brasileiros investiram mais em canais digitais durante a pandemia.

  • 68% dos varejistas do Brasil tem interesse em adotar soluções em dispositivos móveis.

  • ToTvs flerta com ecossistema cripto, mas ainda não adotou nenhum.

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Um levantamento do Índice de Produtividade Tecnológica (IPT) de Varejo, estudo da TOTVS em parceria com a H2R Pesquisas Avançadas, revelou que 94% dos varejistas entrevistados possuem pelo menos um canal de vendas digital.

Isto indica que a grande parte dos lojistas brasileiros investiu no ambiente virtual para garantir melhor proximidade e atendimento e, consequentemente, fidelizar e conquistar clientes.

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O Índice de Produtividade Tecnológica (IPT) de Varejo ainda observou que a maior fonte de faturamento segue sendo as lojas físicas e empresa diz que está de olho na revolução do ecossistema cripto para criar novas soluções digitais na web3, além do uso de blockchain.

No entanto, quando o assunto é fonte de receita, as lojas físicas ainda representam a maior parte do faturamento do varejo, sendo responsáveis em média por 67% da receita, enquanto os canais digitais representam 14% do faturamento médio e contatos com representante ou telefone, 19%.

Pandemia influencia hábitos de consumidores

“Nós já não tínhamos dúvida de que o varejo havia se transformado e entendido o quanto a inserção no mundo digital é importante para a vivência, sobrevivência e crescimento dos negócios. Esse movimento é um reflexo da pandemia, que alterou os hábitos de consumo dos clientes, que passaram a privilegiar canais digitais“, destaca o diretor-executivo de produtos de Varejo da TOTVS, Elói Assis.

“O interessante, porém, é destacar que de forma alguma o avanço para o digital acabou com as lojas físicas; pelo contrário, essa mudança faz parte de um movimento de ampliação de canais de venda, da integração entre eles e, consequentemente, da presença da tecnologia para alavancar os negócios. É o que chamamos de policanalidade, um caminho sem volta”

Apesar do avanço da digitalização, varejistas brasileiros ainda estão em processo de iniciação ou adaptação às ferramentas tecnológicas. Segundo a ToTVs, o “índice de produtividade tecnológica do setor registrou 0,43 pontos, em uma escala de 0 a 1, que avalia o nível de produtividade tecnológica com base no uso de sistemas integrados de gestão e outras soluções complementares, a partir de indicadores de internalização de tecnologias e ganho de performance”. 

Para o diretor de varejo da área supermercadista da ToTVs, Sergio Missão, o ecossistema dos criptoativos como a Blockchain, Smart contracts, IOT e inteligência artificial estão no radar da empresa e chegaram para transformar o mundo digital como conhecemos hoje, mas frisa que o mercado cripto ainda precisa amadurecer muito.

Para a elaboração da pesquisa foram realizadas 673 entrevistas, considerando empresas nacionais e multinacionais, com faturamento igual ou superior a R$2 milhões em todas as regiões do Brasil. Entre o público, foram ouvidos varejistas de diversos segmentos, com a seguinte representação em quantidade de lojas: 27% food service; 15% supermercados de proximidade (mercados de bairro ou pequenas unidades de grandes redes); 14% moda (vestuário, calçados e acessórios); 12% farmácias e drogarias; 10% supermercados, hipermercados e atacarejos; 8% beleza e cosméticos; 7% home centers e lojas de materiais de construção; e, por fim, 6% automotivo e concessionárias.

Aplicação de tecnologias

O Índice de Produtividade Tecnológica de Varejo também revelou que o setor que mais lida diretamente com o público final ainda não aproveita o suficiente ferramentas para gestão de clientes.

O CRM (gestão de relacionamento com o cliente), por exemplo, ainda é utilizado por apenas pouco mais de um terço das empresas (37%). As demais ferramentas de gestão e relacionamento com clientes adotadas são programa de fidelidade (27%), chatbots (14%) e cashback (9%).

Quando se mede a gestão de vendas, os varejistas dão maior atenção à frente da loja e ao caixa, com forte adoção de sistemas de Ponto de Venda (82%), retaguarda de loja (75%) – com uso de soluções que integram informações com o estoque – e a conciliação de cartões (69%).

No entanto, chama a atenção a baixa utilização de soluções de caixa (PDV) sem integração com sistemas de cobrança de cartões (conhecidos como TEF), usada por apenas 55% dos entrevistados. Isso significa que muitos ainda utilizam maquininhas de cartão independentes, sem nenhum tipo de ligação com seus sistemas, gerando problemas de conciliação e controle de seus efetivos recebimentos, que podem prejudicar resultados de vendas e margens.

Investimentos futuros dos varejistas

Quando questionados sobre os investimentos para os próximos dois anos, os varejistas ressaltaram o interesse em adotar soluções em dispositivos móveis (totalmente ou muito para 68%), monitoramento preventivo (65%), digitalização de processos (64%) e solução de assinatura digital (62%).

“Nota-se que o varejo caminhará cada vez mais para a integração do ambiente físico com o digital, ampliando canais e implementando tecnologias que impactem na operação, comunicação e conversão dos clientes”, finaliza o executivo.

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Apaixonada pelo que faz, Aline Fernandes é uma profissional que atua há 20 anos como jornalista. Especializada nas editorias de economia, agronegócio e internacional trabalha na BeINCrypto como editora do site brasileiro. Já passou por quase todas as redações e emissoras do país, incluindo canais setorizados como Globo News, Bloomberg News, Canal Rural, Canal do Boi, SBT, Record e Rádio Estadão/ESPM. Atuou também como correspondente internacional em Nova York e foi setorista de economia dentro do pregão da BM&F Bovespa, hoje B3 - incluindo a cobertura do último pregão viva voz no Brasil. Coordenou um grupo de dez correspondentes em três continentes para decidir as pautas mais relevantes do dia para o telespectador. Já participou de treinamentos e cursos no exterior, passou em zonas de guerra na Cisjordânia, Faixa de Gaza, fronteiras da Síria, Líbano, além da Jordânia e Egito. Atualmente estuda o ecossitema de criptoativos. Acredita no trabalho com ética, excelência, profissionalismo e no bom jornalismo. O futuro é o que estamos realizando agora.

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