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Universidades não podem usar doações em cripto na Coreia do Sul

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Traduzido Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • As universidades na Coreia enfrentam desafios para converter doações de cripto em dinheiro.
  • As autoridades financeiras bloqueiam a conversão para dinheiro em espécie devido aos riscos de lavagem de dinheiro.
  • Discussões em andamento para gerenciar doações de criptomoedas recebidas anteriormente.
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Devido às regulamentações financeiras, as universidades da Coreia do Sul enfrentam desafios para lucrar com doações em cripto. Apesar de receberem doações significativas, essas instituições não podem converter esses ativos em dinheiro.

A imprensa local informa que várias empresas de ativos virtuais do país doaram criptomoedas de emissão própria para universidades. No entanto, as autoridades financeiras impuseram restrições que as impedem de abrir contas corporativas necessárias para transações cripto.

Universidades devem evitar doações cripto na Coreia do Sul

Um funcionário da Unidade de Inteligência Financeira da Coreia (KOFIU) da Comissão de Serviços Financeiros (FSC) explicou que é improvável que o Ministério da Educação e a KOFIU permitam que as universidades abram contas corporativas para transações com criptomoedas.

Essa decisão surgiu após pedidos de universidades que buscavam aprovação para converter grandes doações cripto em dinheiro.

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As universidades precisam de uma conta com nome real em uma exchange de ativos virtuais para converter as criptomoedas doadas em won coreanos. No entanto, as autoridades financeiras locais instruíram os bancos a não emitir essas contas para empresas e instituições nacionais.

Elas estão preocupadas com o fato de que as contas corporativas sob um nome corporativo podem não se qualificar como contas com nome real, o que representa um alto risco de lavagem de dinheiro.

Embora a Lei sobre Relatórios e Uso de Informações Específicas sobre Transações Financeiras não proíba explicitamente as contas corporativas, as autoridades financeiras as restringem a determinadas agências governamentais para fins de interesse público.

“Após discussões com os ministérios relevantes, incluindo o Ministério da Educação, decidimos não permitir que as universidades abram contas corporativas. Permitir isso somente para universidades criaria problemas de equidade com outras corporações, e permitir isso para todas as corporações representaria um risco muito alto de lavagem de dinheiro”, declarou um funcionário sênior da autoridade financeira coreana.

A preocupação surge da facilidade com que as empresas podem ser estabelecidas e dissolvidas na Coreia. Isso aumenta o risco de empresas de fachada lavarem fundos ilícitos por meio de conversões de cripto para dinheiro. Além disso, a natureza volátil do setor cripto poderia afetar negativamente a estabilidade financeira das empresas envolvidas em tais transações.

País revisa Lei de Doações

Devido a essas preocupações, as autoridades financeiras e o Ministério da Educação planejam aconselhar as universidades a não aceitarem doações de criptomoedas no futuro. No entanto, dependendo de condições específicas, eles consideram uma exceção para a conversão de doações já recebidas em dinheiro. Esse caminho poderia ajudar as universidades a gerenciar essas doações.

Esse desenvolvimento segue uma revisão da Lei de Doações no início deste mês. A revisão amplia os tipos de ativos que os cidadãos podem doar para instituições de caridade. No entanto, apesar do aumento da popularidade dos ativos digitais no país, criptomoedas como o Bitcoin continuam excluídas do escopo de doação.

Resultado da pesquisa de criptografia da KOFIU.
Resultado da pesquisa sobre criptografia da KOFIU. Fonte: KOFIU

De acordo com um relatório da KOFIU, a base de usuários cripto da Coreia do Sul aumentou em 390.000 em 2023, atingindo um total de 6,45 milhões de usuários. O volume médio diário de trading no país também aumentou, passando para 3,6 trilhões de won, um aumento de 24% em relação ao primeiro semestre do ano.

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Júlia V. Kurtz
Editora do BeInCrypto Brasil, a jornalista é especializada em dados e participa ativamente da comunidade de Criptoativos, Web3 e NFTs. Formada pelo Knight Center for Journalism in the Americas da Universidade do Texas, possui mais de 10 anos de experiência na cobertura de tecnologia, tendo passado por veículos como Globo, Gazeta do Povo e UOL.
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