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Casa Branca deixa cripto sem comando e nomeia czar antifraude ligado a Vance

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Escrito por
Lockridge Okoth

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Editado por
Lucas Espindola

03 abril 2026 10:02 BRT
  • David Sacks deixou o cargo de czar de cripto na Casa Branca após 130 dias.
  • Trump nomeia JD Vance como 'czar antifraude' para combater desvio de dinheiro de contribuintes em estados democratas.
  • Sem substituto previsto, política federal de cripto segue sem representante dedicado.
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A Casa Branca não possui mais um responsável dedicado à política de cripto, poucos dias após o presidente Donald Trump conceder ao vice-presidente JD Vance um novo mandato de fiscalização como “Czar da Fraude”.

Trump anunciou a nomeação de Vance pelo Truth Social, atribuindo ao vice-presidente a tarefa de combater o que definiu como fraude tributária inédita em estados governados por democratas. A medida ocorre após a saída discreta de David Sacks da função de czar de cripto em 26 de março.

Sacks deixa o cargo e não haverá substituto

Sacks confirmou que atingiu o limite de 130 dias de atuação como funcionário especial do governo. A saída não foi uma renúncia nem uma demissão. Segundo a legislação federal, servidores especiais só podem permanecer em atividade por até 130 dias em um período de doze meses.

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A Casa Branca informou que não vai indicar um substituto para a função. Sacks passou a atuar como copresidente do Conselho de Assessores do Presidente para Ciência e Tecnologia (PCAST), órgão que faz recomendações, mas não possui autoridade operacional sobre políticas públicas.

Ele se une a Mark Zuckerberg, Jensen Huang e Marc Andreessen no conselho.

Com sua saída, o projeto de lei CLARITY ficou paralisado no Senado e a proposta mais ampla sobre a estrutura do mercado de cripto não avançou.

O senador Bernie Moreno alertou que, caso a proposta não chegue ao plenário do Senado até maio, deve permanecer sem avanços até depois das eleições de meio de mandato.

Vance recorre a fraude

Enquanto isso, a designação de Vance como “Czar da Fraude” concede a ele o mandato focado na fiscalização dos gastos públicos.

Trump citou Califórnia, Illinois, Nova York, Minnesota e Maine como principais alvos, defendendo que os recursos recuperados poderiam equilibrar o orçamento federal.

Operações federais já começaram em Los Angeles, com prisões relacionadas a fraudes na área de saúde no valor de US$ 50 milhões.

Os dois cargos de “czar” não têm relação entre si. No entanto, o contraste chama atenção.

O governo direciona esforços de fiscalização para combater fraudes fiscais enquanto mantém a área de política de cripto sem liderança, em um momento legislativo considerado crucial.

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