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TokenNation 2025: qual é o futuro do mercado cripto?

2 Min.
Atualizado por Lucas Espindola

Resumo

  • A estimativa é que foram mais de 10 mil pessoas nos dois dias de evento.
  • Itáu, Caixa, Inter e outras empresas estiveram no palco.
  • ESG, regulamentação e Drex foram os principais temas nos debates.
  • promo

Com a estimativa superior a 10 mil pessoas, o TokenNation 2025 trouxe para São Paulo debates sobre o futuro da tokenização, da Web 3.0 e das criptomoedas. O evento, que aconteceu na quarta (4) e quinta-feira (5) na Bienal do Parque Ibirapuera, debateu temas relacionados à rentabilidade do mercado, inteligência artificial e ESG.  

No palco principal, apresentado pelo BeInCrypto, estiveram presentes executivos da Caixa, Inter e Itaú. No debate, foram discutidos os rumos possíveis para superar os desafios da digitalização da economia. Sendo um dos principais enfoques a discussão sobre a implementação do Drex e da tecnologia de pagamento CBDS.

O auditor do Banco Central, Henrique Videira, atualizou  sobre a primeira fase do Drex, que tem focado na resolução de problemas técnicos. Enquanto isso, no dia seguinte, o superintendente da Caixa, Rafael Dias da Silva, contou sobre as iniciativas do banco em uma comunidade ribeirinha no Pará.

O que aconteceu no TokenNation 2025?

No palco do TokenNation, o auditor do BC acredita que o Drex conseguirá aumentar a oferta do crédito. Segundo ele, isso acontecerá em razão das camadas de operação de ativos digitais e das transações financeiras tokenizadas, com menores taxas de juros.

“O usuário poderá escolher qual instituição financeira oferecerá a taxa de juros mais baixa de crédito dentro do Drex”, observa o executivo.

Outro tema debatido foi a regulamentação e as possíveis tributações do mercado cripto. Neste palco, o CEO da Smart Pay, Rocelo Lopes, olha com positividade para o tema.

Na sua opinião, pelo fato do BC estar aberto para discussões sobre o tema já seria um sinal favorável ao setor.

Ao seu lado, o country manager da Bybit, Israel Buzaym, acredita que mesmo com a taxação de criptoativos, os usuários continuarão utilizando as exchanges.

Qual foi a importância do ESG no TokenNation 2025?

Na pauta de ESG, o diretor da unidade ESG da Ambipar, Claudinei Elias, afirmou que “o ESG está passando por uma transformação global”.

Segundo ele, enquanto parte do debate se polariza e sofre retrocessos, principalmente nos Estados Unidos, países como o Brasil avançam com marcos regulatórios e estímulos à economia verde.

De fato, o Brasil busca se posicionar na geopolítica como o país que pode guiar o mundo pela transição verde. Neste ano, a capital do Pará, Belém, vai receber a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (COP30).

“Com uma nova geração de consumidores e investidores mais conscientes, mais de 70% da Geração Z já exige compromisso ambiental concreto, debater ESG no TokenNation 2025 é mais do que oportuno: é necessário”, afirmou Elias no palco.

Por que o agronegócio entrou na blockchain?

Além disso, o impacto da tokenização no agronegócio, como forma de ampliar a rastreabilidade dos produtos, foi destaque no palco.

Para Luiz Calado, pós-doutorado na Universidade da Califórnia, a tokenização pode revolucionar as finanças. Assim como pode ter o potencial para diminuir os riscos para o produtor do agro.

No debate, além de Calado, estiveram o COO da Nagro, Leonardo Rodovalho, e Ariel Scaliter, CTO da Agrotoken. Além disso, Scaliter também reforçou a importância da regulamentação para o setor.

“O Brasil é o país mais avançado do mundo em tokenização. É correto que os reguladores tomem o tempo correto para fazer a regulação correta”, disse.

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Renan Honorato
Jornalista por paixão, exerce a profissão com seriedade. Cobre temas relacionados à economia criativa, Web 3.0 e geopolítica. Trabalhou na redação do Meio & Mensagem e colabora para o UOL. Almeja um mestrado em relações internacionais na USP, além de atuar como parceiro da Oboré na comunicação da Praça Memorial Vladimir Herzog. Sugestões de pauta são sempre bem-vindas.
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