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Tokenização na prática: transformando ativos reais em digitalizados

3 mins
Atualizado por Luís De Magalhães

A transformação digital permeia o mercado financeiro, e um dos conceitos mais promissores dentro desse contexto é a tokenização. Mais do que um termo técnico, a tokenização representa uma nova forma de lidar com ativos, simplificando transações, democratizando o acesso e trazendo eficiência para processos que antes eram complexos, centralizados e até mesmo inseguros.

Afinal de contas o que é tokenização?

A tokenização é o processo de conversão de direitos sobre um ativo real em um token digital, registrado em uma blockchain. Esses ativos podem variar desde imóveis e obras de arte até commodities e instrumentos financeiros, tornando-se “tokens”, que podem ser transferidos, vendidos ou negociados de forma ágil e segura.

No mundo digital, os tokens funcionam como representações de valor de um bem específico, por exemplo, de um veículo. Esses tokens podem representar frações de um ativo, possibilitando a propriedade compartilhada, reduzindo barreiras financeiras. Além disso, o ativo tokenizado pode ser utilizado como garantia em operações financeiras ou como base para a criação de novos produtos, como o crédito guarda-chuva e o desenvolvimento de soluções inovadoras em serviços, ampliando as oportunidades no mercado.

Por que tokenizar ativos?

  • Acessibilidade e democratização: a tokenização possibilita que qualquer ativo – baixo, médio ou alto valor – seja fracionado, permitindo o acesso a investidores que antes eram excluídos devido ao custo elevado ou requisitos complexos. Além disso, ela promove a inclusão global, viabilizando o comércio internacional de ativos. Por exemplo, uma pessoa na Índia pode adquirir um bem tokenizado localizado no Brasil, ampliando as oportunidades de investimento e conectando mercados ao redor do mundo de maneira simples e eficiente.
  • Liquidez ampliada: ativos tokenizados podem ser negociados 24/7 em mercados digitais, proporcionando liquidez instantânea que seria impossível em ativos tradicionais.
  • Redução de custos: Processos intermediários, como registros manuais, documentação extensa e validações, são automatizados por contratos inteligentes na blockchain, reduzindo custos e prazos.
  • Segurança e transparência: a tecnologia blockchain oferece um registro imutável e rastreável de todas as transações, garantindo maior confiança e reduzindo riscos de fraude.

Empresas ao redor do mundo estão explorando as aplicações práticas da tokenização, e o Brasil não fica atrás. No setor imobiliário, por exemplo, propriedades são tokenizadas para que investidores possam adquirir frações de empreendimentos de alto padrão sem a necessidade de grandes aportes financeiros. Já no setor de veículos, teremos mais segurança nas transações envolvendo a compra e venda e a transferência de titularidade.

Outro exemplo está no agronegócio, onde commodities, como soja e café, são convertidas em tokens. Isso facilita o acesso de produtores ao mercado financeiro, permitindo que usem seus ativos como garantia ou vendam suas colheitas futuras a investidores.

Até mesmo as artes estão sendo revolucionadas. Obras que antes eram exclusivas de galerias podem ser fracionadas digitalmente, permitindo que colecionadores de todo o mundo possuam uma fração de um Picasso ou de uma instalação moderna.

Embora os benefícios da tokenização sejam claros, existem desafios a serem superados. A regulamentação ainda é uma área nebulosa, com diferentes jurisdições lidando de formas distintas com os aspectos legais dos tokens. Além disso, a necessidade de infraestrutura tecnológica robusta e educacional para que usuários compreendam o funcionamento desse ecossistema é uma barreira inicial, além de ferramentas integradas para prevenção a lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo e antifraude.

A adoção também depende da confiança dos participantes no mercado. Garantir que os tokens sejam lastreados por ativos reais e auditáveis é essencial para evitar riscos de colapso de confiança.

E o futuro?

Com o avanço das tecnologias de blockchain e a consolidação de regulamentações, a tokenização deve se expandir rapidamente nos próximos anos. A possibilidade de digitalizar ativos físicos e facilitar negociações está mudando a forma como vemos a economia, trazendo uma nova era de inclusão financeira e inovação.

Organizações e líderes precisam estar atentos às oportunidades que a tokenização oferece. Quem investir agora em entender e implementar essas soluções estará um passo à frente na corrida pela transformação digital de mercados inteiros.

A tokenização não é apenas uma tendência; é um divisor de águas. Entender e aplicar essa tecnologia pode ser o diferencial competitivo que empresas e investidores precisam para prosperar em uma economia cada vez mais digitalizada. O momento de explorar essas oportunidades é agora, criando produtos e serviços cada vez mais inclusivos e inovadores, com mais garantia e segurança para todos e promovendo a sustentabilidade do setor.

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Filipe Pena
Filipe Pena é diretor-executivo da Acrefi. Especialista em regulação financeira no mercado nacional e internacional de crédito, formou-se em compliance financeiro e regulação pela LEC. Tem MBA em Gestão de Negócios pela Universidade FUMEC é bacharel em Direito e pós-graduado em Direito Processual pela PUC-Minas, além de professor em novas carreiras jurídicas.
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