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Tether manteve títulos chineses em reservas, conforme documentos

3 mins
Por Josh Adams
Traduzido Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • Documentos divulgados pela procuradora-geral de Nova York confirmam que a Tether incluiu títulos chineses em sua carteira de reservas.
  • A empresa insiste que sua exposição foi principalmente no setor bancário.
  • Ela também afirma que reduziu suas participações em papéis comerciais a zero em 2022.
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Documentos divulgados pelo procurador-geral de Nova York revelam que a Tether Holdings Ltd., emissora do USDT, a maior stablecoin do mundo, costumava incluir títulos emitidos por empresas chinesas em sua carteira de reservas.

A revelação confirma o que muitos especularam por anos, mas alguns detalhes importantes ainda não surgiram.

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Os portfólios de reserva são a coleção de ativos que sustentam o valor de uma stablecoin. As reservas visam manter um valor de 1:1 com o ativo subjacente, que, no caso, é o dólar americano.

FUD da Tether em ascensão

Uma reportagem da Bloomberg publicada na sexta-feira (16) mostrou documentos apresentados da procuradora-geral de Nova York Letitia James que mostram que a Tether possuía títulos de importantes empresas estatais chinesas.

Esses títulos venceram em 2020 ou 2021. Já o prazo das participações da Tether, por outro lado permanece desconhecido.

Em resposta à divulgação generalizada, a Tether emitiu uma declaração condenando a imprensa:

“Em última análise, a decisão da Bloomberg, CoinDesk ou qualquer outro meio de comunicação de apresentar essas informações a seus leitores provavelmente foi feita às pressas, com pouca atenção aos eventos ou fatos atuais. Não toleramos esse comportamento”.

A stablecoin afirma que sua exposição aos papeis comerciais chineses foram no setor bancário, com todas as participações líquidas e emitidas por “emissores internacionais respeitáveis”. Esses emissores eram “estáveis, e o papel comercial chinês detinha uma classificação de A1 ou melhor”.

A Tether também enfatizou que reduziu suas participações em papéis comerciais a zero em 2022 e, portanto, não incorreu em perdas com eles.

A empresa há muito tempo luta contra rumores e especulações sobre suas reservas. Há quase um ano, a Tether lançou outro blog direto condenando o boato. A entrada dizia, em parte:

“A Tether está ciente dos rumores de que sua carteira de papéis comerciais é 85% lastreada por papéis comerciais chineses ou asiáticos e de que é negociada com um desconto de 30%. Esses rumores são completamente falsos e provavelmente se espalharam para induzir mais pânico, a fim de gerar lucros adicionais em um mercado já estressado”.

CTO chama perda de paridade de “ataque”

As revelações acontecem em uma semana em que a Tether já passou por polêmicas. No início da semana, o USDT perdeu a paridade com o dólar americano. O CTO da empresa, Paolo Ardoino, alegou que ela foi “vítima de um ataque planejado”.

Ardoino garantiu aos titulares que a Tether era resiliente e emergiria mais forte. A perda de paridade ocorreu em seguida a um desequilíbrio no 3pool da Curve, e resultou no preço do USDT caindo para cerca de US$ 0,997.

A Tether (USDT) domina o mercado de stablecoin como a mais popular e utilizada, superando sua rival USD Coin (USDC). Após seu lançamento, em 2014, ela foi a primeira stablecoin do mercado. No momento, ela tem um valor de mercado de aproximadamente US$ 83 bilhões, de acordo com o CoinMarketCap.

Desde o seu lançamento, as stablecoins se tornaram uma parte crucial do ecossistema cripto. Além disso, elas são um componente-chave das finanças descentralizadas (DeFi).

As stablecoins facilitam transações contínuas, fornecem liquidez e reduzem a exposição à volatilidade dos preços.

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Júlia V. Kurtz
Editora do BeInCrypto Brasil, a jornalista é especializada em dados e participa ativamente da comunidade de Criptoativos, Web3 e NFTs. Formada pelo Knight Center for Journalism in the Americas da Universidade do Texas, possui mais de 10 anos de experiência na cobertura de tecnologia, tendo passado por veículos como Globo, Gazeta do Povo e UOL.
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