O Bitcoin ultrapassou US$ 95 mil nesta terça-feira (13), atingindo o maior patamar em mais de 50 dias, impulsionado por uma combinação de sinais de alívio na inflação dos EUA e o aumento de tensões geopolíticas, o que levou a uma movimentação expressiva nos mercados de cripto.
O movimento de alta ocorreu após um alerta do Departamento de Estado dos EUA orientando cidadãos americanos a “… deixem o Irã agora” e a se prepararem para possíveis quedas prolongadas de comunicação.
O aviso foi emitido em meio à onda de protestos em diversos pontos do Irã e ao endurecimento do discurso de Washington sobre Teerã, aumentando temores de uma ampliação do conflito regional.
SponsoredCPI dos EUA elimina risco macroeconômico
A recomendação de viagem dos EUA ao Irã funcionou como mais um impulso. Em cenários de risco de guerra, mercados costumam buscar ativos alternativos ou vistos como refúgio.
O Bitcoin tem se consolidado como proteção diante de crises globais. O risco de escalada no Oriente Médio, aliado aos bloqueios da internet no Irã, reforçou a função da moeda como ativo fora do controle estatal.
Com a intensificação das notícias, negociadores aceleraram compras em Bitcoin e outros ativos cripto de alta liquidez.
O Bitcoin, que iniciou o dia próximo de US$ 91 mil, saltou mais de 5% em poucas horas. O mercado mais amplo também acompanhou o movimento, com fortes altas de Ethereum, Solana e XRP.
A alta começou mais cedo, após o Índice de Preços ao Consumidor dos EUA indicar inflação estável. Os preços seguem subindo, mas sem aceleração.
Esse cenário é relevante para o setor de cripto. Com inflação sob controle, o Federal Reserve não precisa aumentar juros, minimizando o risco de recessão provocada por ajuste agressivo.
Para quem investe, isso representa ambiente mais favorável à manutenção de ativos de risco como o Bitcoin. O CPI afastou um dos principais riscos de queda justamente enquanto o ativo se estabilizava após semanas de vendas relacionadas a ETFs.
Sinais de mercado em alta estão se formando novamente
O movimento não foi inesperado. No início de janeiro, ETFs de Bitcoin à vista dos EUA registraram mais de US$ 6 bilhões em saídas, quando investidores da alta de outubro deixaram o mercado acumulando perdas.
Esse volume pressionou o Bitcoin para próximo da faixa de custo dos ETFs, em torno de US$ 86 mil, onde a pressão diminuiu. Os fluxos dos ETFs se estabilizaram desde então, apontando que a fase mais intensa de vendas ficou para trás.
Ao mesmo tempo, dados de exchanges indicaram que compradores globais absorveram a oferta resultante dessas vendas, enquanto instituições dos EUA preferiram esperar em vez de deixarem o mercado. O prêmio da Coinbase ficou negativo, o que sinaliza cautela, e não liquidação.
SponsoredBitcoin pode recuperar US$ 100 mil?
O ativo voltou a superar US$ 93 mil após a divulgação do CPI, mostrando que a pressão vendedora perdeu força. O rompimento de US$ 95 mil confirmou a presença de nova demanda.
Com inflação controlada e a pressão dos ETFs diminuindo, o fator geopolítico foi o gatilho que estimulou nova alocação de capitais ao mercado.
Por ora, o Bitcoin retoma tração após ajuste de ciclo intermediário. Se houver retomada de entradas nos ETFs e o risco geopolítico permanecer elevado, estrategistas projetam o teste dos US$ 100 mil como novo patamar relevante.
O movimento atual indica que o Bitcoin segue atuando tanto como ativo macroeconômico quanto proteção diante de crises, em um cenário internacional mais instável.