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TCE-SP fará primeiro leilão público com documentos em blockchain

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Escrito e editado por
Lucas Espindola

16 dezembro 2025 18:00 BRT
  • TCE-SP realiza primeiro leilão público com documentos em blockchain.
  • Parceria entre InspireIP e Nordeste Leilões garante trilha imutável.
  • Tecnologia reduz fraudes e disputas documentais.
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O mercado brasileiro de leilões, que movimenta bilhões de reais por ano e enfrenta crescente desconfiança devido a golpes, sites falsos e questionamentos sobre editais, avança em direção à integridade digital. Ainda neste ano, a InspireIP, empresa de tecnologia especializada em blockchain, colocará em operação um ambiente de leilões com documentação integralmente registrada nessa tecnologia.

A iniciativa será inaugurada pela Nordeste Leilões no leilão do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP), o primeiro do país com todo o fluxo documental ancorado em blockchain.

O certame colocará à venda dez galpões pertencentes ao TCE-SP e será realizado exclusivamente no site oficial da Nordeste Leilões. Todo o conjunto de documentos do processo — edital, laudos técnicos, fotografias, anexos, retificações e o histórico completo de alterações — foi registrado em blockchain, com carimbo de data e hora. O procedimento assegura a integridade, a autenticidade e a rastreabilidade das informações ao longo de todo o processo.

“A incorporação do blockchain aos leilões públicos representa um avanço relevante em transparência para um setor historicamente exposto a fraudes e disputas documentais”, disse Arthur Nunes, leiloeiro oficial da Nordeste Leilões. Segundo ele, o modelo adotado impede alterações silenciosas nos arquivos. “Nenhum documento pode ser modificado sem deixar rastro. Isso oferece ao comprador, ao órgão público e ao leiloeiro uma prova técnica consistente. É um novo patamar de confiança para o mercado”, afirmou.

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Expansão regional e novo padrão de governança

A iniciativa também marca o início da expansão da Nordeste Leilões para as regiões Sul e Sudeste, após mais de 15 anos de atuação concentrada no Norte e Nordeste. Fundada em 2007, a empresa atua em leilões judiciais e extrajudiciais e tem como pilares a transparência, a ética e a segurança, agora reforçados pela adoção da tecnologia blockchain.

“Entrar em grandes centros exige elevar substancialmente o padrão de credibilidade. A parceria com a InspireIP acelera esse movimento ao entregar uma prova tecnológica que o mercado já espera e que os órgãos públicos começam a demandar. Blockchain não é sobre modernidade, mas sobre responsabilidade, rastreabilidade e transparência”, acrescentou Arthur Nunes.

O setor de leilões convive hoje com a proliferação de editais adulterados, disputas sobre versões de documentos e dificuldade de comprovação da integridade das informações. Nesse contexto, a solução desenvolvida pela InspireIP responde à demanda por maior controle, governança documental e conformidade no setor público.

Blockchain como prova técnica e segurança jurídica

“A segurança que o blockchain oferece está em transformar cada documento em uma evidência técnica extremamente difícil de manipular”, explicou Caroline Nunes, advogada, especialista em certificação digital e fundadora da InspireIP. “Quando um edital, laudo ou imagem entra na rede, recebe um identificador criptográfico único. Qualquer alteração, mesmo mínima, rompe esse identificador e expõe imediatamente a mudança”, disse.

Com participação em projetos de certificação blockchain, inclusive em iniciativas ligadas ao ecossistema do Banco Central, Caroline afirma que o modelo eleva o padrão de governança. “O comprador não depende de versões e o órgão público não precisa provar que seguiu o procedimento correto. A verificação é independente, pública e rastreável, o que reduz disputas e fortalece a segurança jurídica”, afirmou.

Em 2025, a Nordeste Leilões realizou 65 leilões, comercializou 704 lotes e movimentou mais de R$ 9,5 milhões, com compradores de 87 cidades e 12 estados. O portfólio inclui sucatas, veículos e imóveis, segmento no qual a integridade documental é especialmente sensível.

Ao registrar integralmente o fluxo de documentos em blockchain, a plataforma busca proteger compradores e vendedores contra adulterações posteriores, conflitos de versões e questionamentos sobre prazos. Para o público, isso representa mais clareza e previsibilidade no processo. Para os órgãos públicos, reforço de compliance, governança e transparência. “A blockchain adiciona uma camada de proteção que ainda é rara no mercado brasileiro de leilões”, concluiu Arthur Nunes.

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