Startup vai exportar café rastreado com Blockchain

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EM RESUMO
  • Brasil é o maior produtor mundial de café

  • Pela primeira vez, café brasileiro será exportado para o Japão com rastreabilidade blockchain.

  • Parceria cripto envolve produtor rural, start up e hub agro de inovação.

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Com uma participação de 27,4% no PIB brasileiro em 2021 –  a maior desde 2004 – segundo o CEPEA/ESALQ, o  agronegócio é um dos pilares da economia do país e as empresas estão em busca de inovação e tecnologia para suprir não apenas a demanda interna como a externa.

Este é o caso do café, uma das bebidas mais consumidas no mundo, sendo o Brasil o maior exportador mundial da commodity. Só no mês passado as vendas externas do agronegócio brasileiro totalizaram
US$ 14,86 bilhões, valor recorde para abril.

O número representa alta de 14,9% em relação a abril de 2021. E o grão está entre as commodities que se destacaram junto com o complexo de soja, carnes bovina e de frango. O market share sobre o total exportado pelo Brasil foi de 51,5%.

Pensando nesse mercado externo a Arabyka, startup especializada em rastreabilidade via blockchain, inovou junto com o Cocriagro, um hub de inovação com sede em Londrina (PR), montado dentro do parque de exposições da Sociedade Rural do Paraná.

Os dois se juntaram para rastrear através da blockchain as exportações de café orgânico com classificação especial para o Japão da Minamihara, marca que também está envolvida na parceria cripto e uma das famílias mais antigas de imigrantes japoneses produtoras de café no Brasil. A produção do café Minamihara conta com manejo orgânico em Franca, no interior do Estado de São Paulo.

A intermediação entre o produtor e a startup faz parte do trabalho do Cocriagro. Em uma entrevista para Forbes, o cafeicultor Andeson Minamihara, explicou que :

“Esse primeiro lote, de 9 sacas, está utilizando 100% de tecnologia blockchain da Arabyka que vai apresentar informações como época e tipo de colheita, secagem, lote, variedade, tempo de descanso, dia e padrão de exportação. Os outros membros da cadeia, como torrefadores e cafeterias também podem inserir suas informações durante o processo de venda, até chegar ao consumidor final”, diz Minamihara.

Segundo a Forbes, no ano passado, o Japão importou 156,6 toneladas de café do Brasil, a maior parte em grão, por US$ 441,7 milhões. O valor representa US$ 2.840 por tonelada, 6,5% superior à media mundial apurada pelo Brasil no ano passado.

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Potencial da rede blockchain para o mercado de café no Brasil

Para o Head de Relações Institucionais e engenheiro agrônomo pela Esalq/ USP, George Hiraiwa, com o avanço da digitalização, está havendo um empoderamento do consumidor que passa a ser o protagonista da cadeia. “Acredito que será uma grande oportunidade para o Brasil mostrar ao mundo que produzimos alimentos seguros e sustentáveis.”

George Hiraiwa ex-secretário da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado do Paraná, com três décadas de experiência em cargos de liderança define o “O Hub CocriAgro como fruto da consolidação do ecossistema de inovação agro da região de Londrina”.

Segundo a head de inovação do Cocriagro, Tatiana Fiuza, a conexão entre startups e produtores é um passo importante para que o agro brasileiro se fortaleça cada vez mais, principalmente, nos mercados internacionais. Toda a operação, até chegar às mãos da japonesa UCC (Ueshima Coffee Corporation), conta ainda com orientação e parceria da trading Cafebras, de Patrocínio, no Triângulo Mineiro.

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Apaixonada pelo que faz, Aline Fernandes é uma profissional que atua há 20 anos como jornalista. Especializada nas editorias de economia, agronegócio e internacional trabalha na BeINCrypto como editora do site brasileiro. Já passou por quase todas as redações e emissoras do país, incluindo canais setorizados como Globo News, Bloomberg News, Canal Rural, Canal do Boi, SBT, Record e Rádio Estadão/ESPM. Atuou também como correspondente internacional em Nova York e foi setorista de economia dentro do pregão da BM&F Bovespa, hoje B3 - incluindo a cobertura do último pregão viva voz no Brasil. Coordenou um grupo de dez correspondentes em três continentes para decidir as pautas mais relevantes do dia para o telespectador. Já participou de treinamentos e cursos no exterior, passou em zonas de guerra na Cisjordânia, Faixa de Gaza, fronteiras da Síria, Líbano, além da Jordânia e Egito. Atualmente estuda o ecossitema de criptoativos. Acredita no trabalho com ética, excelência, profissionalismo e no bom jornalismo. O futuro é o que estamos realizando agora.

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