A stablecoin challenger bank londrina COCA entrou oficialmente para o seleto grupo das bilionárias. Após uma expressiva alta de preço, o token $COCA superou o patamar de US$ 1,50, elevando a avaliação totalmente diluída do projeto (FDV) para mais de US$ 1 bilhão.
Esse marco representa um ponto decisivo para o setor de finanças descentralizadas (DeFi), indicando uma mudança no interesse dos investidores em direção a plataformas que conectam stablecoins ao cotidiano do varejo bancário.
Fundamentos acima da especulação
Enquanto muitas avaliações em cripto são impulsionadas por expectativas, a ascensão da COCA ao patamar de unicórnio parece ser sustentada por métricas de crescimento agressivas. Segundo o anúncio mais recente da companhia, a avaliação reflete uma alta no uso real, e não apenas mera especulação de mercado.
A plataforma registrou uma taxa de Receita Recorrente Anual (ARR) superior a US$ 3 milhões apenas nove meses após o lançamento. A maior parte dessa receita vem do processamento de pagamentos, uso de cartões de débito e atividades bancárias centrais — uma trajetória considerada rápida para uma plataforma financeira não custodiante.
De aplicativo de nicho a banco principal
A valorização da COCA para U$ 1 bilhão está fundamentada em métricas de crescimento que superam em muito o setor fintech mais amplo, indicando uma transformação no modo como usuários do varejo lidam com ativos digitais. A plataforma conseguiu evoluir de uma ferramenta DeFi de nicho para um polo financeiro de uso amplo, evidenciado por um aumento de 694% no número de Usuários Ativos Mensais (MAU) desde meados de 2025. Esse salto nas atividades em blockchain demonstra que a COCA conquistou uma base fiel, ultrapassando o interesse especulativo para se tornar uma solução utilizada rotineiramente nas finanças pessoais dos usuários.
A principal evidência dessa integração prática está na rápida expansão do programa de cartões do projeto. A emissão de cartões cresceu mais de 250% trimestre a trimestre, revelando grande demanda por liquidez atrelada a stablecoins fora do digital. À medida que usuários de diversas partes do mundo buscam alternativas às taxas e à burocracia de bancos tradicionais, a COCA se destaca ao conectar DeFi não custodiante ao varejo, posicionando-se como motor financeiro essencial para seus membros.
Esse crescimento veloz é confirmado ainda pela forte saúde financeira da COCA, algo incomum em um ambiente muitas vezes dominado por propostas consideradas sem uso prático. Alcançar uma ARR superior a US$ 3 milhões em apenas nove meses representa uma trajetória muito rápida para uma stack nativa de cripto. Ao gerar fluxo de caixa consistente por meio do processamento de pagamentos e atividades bancárias, a COCA mostrou possuir um modelo sustentável e centrado em utilidade. Essa maturidade financeira justifica o novo status de unicórnio, comprovando a existência de uma demanda reprimida por experiências bancárias não custodiantes que priorizam segurança e execução eficiente.
Tokenomics e o modelo “Only Up!”
Um dos principais fatores por trás do desempenho do token $COCA é o modelo econômico voltado para utilidade. Lançado em agosto de 2025, a estrutura de tokenomics “Only Up!” incentiva o investimento de longo prazo. Usuários devem realizar staking do $COCA para destravar funções bancárias exclusivas, recompensas ampliadas e direitos de governança.
Visando garantir estabilidade do mercado e confiança dos investidores, a COCA definiu um cronograma rígido de distribuição. Não haverá novas emissões de tokens até 1° de dezembro de 2026 e qualquer alteração futura na oferta será gerida estritamente pela comunidade.
Um caminho seguro para o DeFi mainstream
A COCA se diferencia de neobancos convencionais por adotar uma arquitetura totalmente não custodiante. Utilizando segurança baseada em Multi-Party Computation (MPC) e recuperação biométrica, busca proporcionar a proteção de uma cold wallet com a praticidade das aplicações bancárias tradicionais.
Com mais de 1 milhão de usuários atualmente, a chegada da COCA ao status de unicórnio ressalta o amadurecimento do ecossistema de stablecoins, que evolui de negociações de nicho para ferramenta financeira de referência para pessoas no mundo inteiro.