O Grupo Braza, especializado em soluções financeiras digitais, anunciou a chegada do BBRL à Polygon, uma das principais redes de blockchain (infraestrutura descentralizada para registro de transações digitais) do mercado global. A stablecoin é lastreada no real brasileiro e passa a operar em mais uma rede, ampliando liquidez e reduzindo custos de transação para usuários e empresas.
Menos custo, mais velocidade
Com a integração, o BBRL fica disponível em um ambiente com tarifas menores e maior velocidade de processamento. A iniciativa reforça a estratégia do Grupo Braza de conectar o real ao mercado global de criptoativos, viabilizando pagamentos, transferências e operações internacionais dentro do ecossistema Web3 (a nova geração da internet baseada em tecnologia blockchain).
O BBRL é auditado e emitido por uma instituição regulada pelo Banco Central do Brasil. Segundo André Zachary, diretor de cripto do Grupo Braza, o objetivo é integrar o real digitalizado às principais redes blockchain do mundo. Para ele, o futuro do câmbio e dos pagamentos é on-chain (realizado diretamente na blockchain, sem intermediários tradicionais).
A Polygon também sai fortalecida como rede preferida para pagamentos digitais globais, sobretudo em mercados emergentes. Marc Boiron, CEO da Polygon Labs, destacou que stablecoins se tornaram infraestrutura essencial para o comércio global. Na visão dele, o suporte a ativos regulamentados e lastreados em moeda fiduciária (moeda emitida por governos, como o real ou o dólar), como o BBRL, ajuda a acelerar a adoção de soluções financeiras confiáveis no Brasil e em outros países.
Acesso ampliado para pessoas e empresas
O BBRL está disponível desde 2025 tanto para clientes institucionais quanto para o público em geral. A stablecoin permite realizar transferências internacionais, investimentos e transações comerciais com estabilidade de valor. Zachary afirma que o objetivo é construir uma rede com alta liquidez para o ativo.
Com a expansão para a Polygon, o BBRL se consolida como alternativa no cenário financeiro brasileiro em um ambiente cada vez mais tokenizado (onde ativos e valores são representados digitalmente em blockchains).