Uma pesquisa inédita com 1.004 funcionários em regime integral mostra que o pagamento em ativos digitais, como Bitcoin e Ethereum, deixou de ser tendência e já é realidade no mercado de trabalho.
O levantamento, conduzido pela Oobit, plataforma de pagamentos com criptomoedas, aponta que 20% dos entrevistados já receberam alguma forma de compensação em ativos digitais. Desses, 78% saíram satisfeitos com a experiência.
Adoção cresce, mas oferta formal ainda é pequena
Apesar da demanda crescente, apenas 7% dos empregadores oferecem oficialmente a modalidade de salário em criptomoeda. Ainda assim, 43% dos trabalhadores afirmam ter interesse em receber ao menos uma parte da remuneração nesse formato.
Para Eduardo Prota, General Manager Brazil e Head of Latam da Oobit, o pagamento de salários em criptomoeda já não é hipotético.
“O interesse é amplo, e o uso no mundo real já acontece por meio de trabalhos freelance e paralelos. Ao mesmo tempo, os funcionários querem simplicidade, flexibilidade e estabilidade. Ferramentas que permitam conversão instantânea, acesso a stablecoins e relatórios claros podem fazer a diferença”, afirmou.
Stablecoins são criptomoedas cujo valor é atrelado a uma moeda estável, como o dólar, e por isso sofrem menos com as oscilações típicas do mercado cripto.
Geração Z, millennials e até a Geração X querem cripto no holerite
Millennials (45%) e a Geração Z (46%) lideram o interesse no modelo. A Geração X também aparece com 35% de adesão, o que indica que a demanda não é exclusiva dos mais jovens.
Os dados mostram que o interesse já começa a ganhar força de forma concreta:
32% afirmam que participariam de um programa de pagamento em criptomoedas caso a empresa oferecesse essa possibilidade imediatamente.
11% dizem aceitar até 5% de redução salarial para receber parte da remuneração em cripto. Entre traders ativos, esse percentual sobe para 26%.
A divisão considerada ideal entre os interessados seria receber 27% do salário em criptomoedas e os outros 73% em moeda tradicional.
Bitcoin lidera preferência; volatilidade ainda trava adesão em massa
O Bitcoin é a criptomoeda preferida para esse tipo de pagamento, citado por 46% dos entrevistados. Em seguida aparecem as stablecoins (11%) e o Ethereum (5%).
As barreiras, porém, ainda existem. Metade dos entrevistados (50%) aponta a volatilidade de preços como a maior preocupação. Outros fatores mencionados incluem preferência pelo salário integral em moeda tradicional (35%), dificuldade de uso das criptomoedas no cotidiano (32%) e falta de confiança no mercado (28%).
Volatilidade é a variação brusca no preço de um ativo em curtos períodos de tempo, característica comum no mercado de criptomoedas.
Maioria acredita que modelo se torna comum em cinco anos
Apesar das resistências, 27% dos trabalhadores acreditam que o pagamento de salários em criptomoedas pode se tornar comum em até cinco anos.
A pesquisa entrevistou 1.004 profissionais em regime integral nos Estados Unidos, com amostra composta por 20% da Geração Z, 55% de millennials, 21% da Geração X e 4% de baby boomers.









