A Chiliz, blockchain focada em esportes e engajamento de fãs, apresentou um roteiro em três fases detalhando como pretende expandir as Fan Tokens até a Copa do Mundo FIFA de 2026, nos Estados Unidos.
O projeto anuncia um retorno significativo ao mercado norte-americano, trazendo lançamentos inéditos de Fan Tokens relacionados a seleções nacionais e uma ampliação no uso da tecnologia blockchain. Conforme detalhado no manifesto 2030 recém-divulgado, a estratégia posiciona o ano de 2026 como o marco em que a Chiliz deixará de testar modelos para executá-los em larga escala.
Clareza regulatória facilita retorno ao mercado dos EUA
A empresa afirma que planeja anunciar suas primeiras parcerias de Fan Tokens nos EUA no primeiro trimestre de 2026, marcando o retorno após anos de atividade limitada por conta de incertezas regulatórias.
Paralelamente, a Chiliz prevê lançar Fan Tokens atreladas a seleções nacionais no verão de 2026. Diferente dos tokens de clubes, as Fan Tokens de seleções são formatadas para torneios de grande porte e competições internacionais.
Com a Copa do Mundo se aproximando, a Chiliz mira um público mais amplo e mobilizado por grandes eventos, além dos torcedores de clubes.
Expansão omnichain deve ampliar acesso ao DeFi
Outra mudança significativa prevista para 2026 é a adoção de um modelo omnichain pela Chiliz. A partir do primeiro trimestre, as Fan Tokens serão conectadas a blockchains externas, utilizando uma infraestrutura de cross-chain.
Na prática, isso permitirá que as Fan Tokens transitem fora do ecossistema da Chiliz e possam interagir com outras blockchains.
A mudança busca ampliar a liquidez, viabilizar negociações e arbitragem entre redes, além de permitir o uso das Fan Tokens em aplicações de finanças descentralizadas para além de sua rede nativa.
Sponsored SponsoredNovas tokenomics e atualizações de produtos serão implementadas até 2026
No segundo trimestre de 2026, a Chiliz planeja implementar um novo mecanismo de valorização para o token nativo CHZ.
Pelo novo modelo, 10% de toda a receita gerada pelas Fan Tokens no ecossistema será destinada à recompra contínua de CHZ. Segundo a empresa, isso conecta diretamente a demanda por CHZ à atividade dos fãs.
Melhorias nos produtos também estão previstas para o meio de 2026.
O Socios.com, plataforma por trás das Fan Tokens, vai lançar uma nova versão com integração de carteira DeFi.
Mais adiante, a Chiliz deve introduzir mecânicas baseadas no desempenho esportivo: resultados em campo impactarão diretamente a oferta das Fan Tokens, com vitórias levando a queimas de tokens e derrotas, a novas emissões.
Depois de 2026, o roteiro da Chiliz prevê foco na tokenização de ativos reais do esporte. A partir de 2027, a empresa pretende tokenizar fluxos de receita, propriedade intelectual e outros ativos tradicionalmente pouco negociados no setor.
O planejamento é sustentado por avanços recentes no ecossistema da Chiliz, entre eles o compromisso de recompra atrelado a receitas e o foco crescente em infraestrutura, deixando a variação de preços de curto prazo em segundo plano.
Com a aproximação da Copa do Mundo, a Chiliz aposta que as Fan Tokens podem ganhar status de classe de ativos esportivos negociados globalmente, além do engajamento de fãs.