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Relatório do real digital sofre atraso, mas não deve adiar lançamento para 2022

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Escrito por
Júlia V. Kurtz

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Editado por
Paulo Alves

04 maio 2021 17:47 BRT
  • Grupo de estudos criado em 2020 avalia viabilidade de CBDC.
  • Relatório foi adiado devido à pandemia de covid-19.
  • Moeda digital brasileira pode ser criada em 2022.
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O Banco Central do Brasil prepara um relatório acerca da criação e adoção do real digital, que já está em produção e deve sair em breve.

O texto se refere ao grupo de estudos de emissão de moeda digital de banco central (CBDC), que foi criado pelo BC em agosto de 2020, com o objetivo de estudar a viabilidade da implementação de uma CBDC própria.

A estimativa é que esse documento estivesse pronto em cerca de seis meses, porém ele foi atrasado devido à pandemia de covid-19, segundo assinala a Folha de São Paulo.

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CBDCs já são estudados por vários países, como a China e seu yuan digital. O país asiático foi uma das inspirações para a criação do grupo de estudos, que é coordenado pelo Departamento de Tecnologia da Informação do (Deinf) Banco Central.

O objetivo do estudo não é criar uma moeda digital brasileira e sim avaliar sua viabilidade. Quando o grupo foi anunciado, seu coordenador alterno Rafael Sarres de Almeida afirmou que:

“É importante frisar, porém, que a aprovação do grupo não significa que haverá a emissão de uma moeda digital pelo BC, mas que a autoridade monetária estudará o assunto e dará uma resposta à sociedade sobre o tema.”

Apesar disso, a estimativa é que o novo relatório avance nesta área, propondo a criação do real digital já em 2022.

Os pontos investigados pelo grupo são a proposição de um modelo de moeda digital e a identificação de riscos como “segurança cibernética, proteção e dados e aderência normativa e regulatória e análise de impactos sobre a inclusão e a estabilidade financeiras e a condução das políticas monetária e econômica”.

Uma das vantagens da moeda digital, segundo o BC, é a redução dos custos de manutenção das notas e moedas em circulação, como emissão, custódia, distribuição e manuseio. A estimativa é que estes custos indiretos cheguem a R$ 90 bilhões por ano, o equivalente a entre 1% e 2% do PIB.

Uma CBDC é uma variante de criptomoeda que é gerenciada pelo banco central de um país. Ela opera de forma semelhante às moedas fiduciárias, sendo garantida pelo estado e não tendo valor especulativo.

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