Recessão nos EUA deve durar até final de 2023, diz Elon Musk

Atualizado por Anderson Mendes
EM RESUMO
  • Situação econômica dos EUA deve piorar ainda mais nos próximos 12 - 18 meses, segundo o empresário.
  • Elon Musk apontou o maior culpado para a inflação que o país tem enfrentado.
  • Apesar da queda de preço de suas ações, Musk mantém uma postura confiante em relação a uma possível recessão econômica.
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A atual crise que os Estados Unidos estão enfrentando deve resultar em uma recessão econômica que durará de 12 a 18 meses, segundo o CEO da Tesla.  

Durante sua participação no All-in, um dos programas de podcast mais famosos dos Estados Unidos, Elon Musk deu sua visão sobre a situação atual da economia dos EUA.

Vale lembrar que o país atingiu uma inflação anual de 8,5% em março, maior porcentagem dos últimos 41 anos. Para o empresário, que devido a sua influência acaba sendo um guru de investimentos para muitas pessoas, a situação tende a piorar ainda mais pelos próximos meses.

Conta do FED está chegando

Para Elon Musk, uma recessão econômica irá atingir os EUA pelos próximos 12 a 18 meses. Ou seja, até o final de 2023, o mercado de capitais do país, e por consequência, do resto do mundo, enfrentará dificuldades de crescimento.

O maior culpado disso tudo, segundo o empresário, seria o Federal Reserve (FED). A instituição, que atua como o banco central do país, teria “imprimido mais dinheiro do que tinha” durante o período da pandemia.

De fato, a quantidade de dólar em circulação nos EUA subiu 40% nos últimos dois anos, com boa parte desse dinheiro sendo despejado nos mercados de ações, títulos e até mesmo em criptomoedas. Segundo alguns analistas, isso acabou inflando o preço de diversos ativos, que agora estão em correção.

Dois importantes índices dos EUA, o S&P 500 e o Dow Jones, acumulam respectivamente quedas de 18% e 15% em 2022, de acordo com o TradingView. Já o Bitcoin (BTC) e ETH (ETH) estão 55% e 60% abaixo de suas máximas históricas realizadas no ano passado.

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Afetado pela crise, Elon Musk se mantém otimista

Apesar de continuar sendo um dos homens mais ricos do mundo, Elon Musk já tem sofrido alguns impactos dessa retração econômica atual. As ações da Tesla, origem de boa parte de sua fortuna, acumulam queda de 40% no ano, após chegarem a valoriar mais de 70% em 2021.

No entanto, o empresário segue confiante, afirmando que tanto a companhia automativa quanto as suas outras empresas como SpaceX e Starlink já previram o cenário atual e possuem estratégias para enfrentar a recessão que está por vim.

Ele ainda observa que os próximos meses não devem ser encarados com tanto pessimismo. mas que para a economia voltar a crescer, é preciso haver uma melhor alocação dos recursos financeiros disponíveis.

“O que tende a acontecer é que se você tem um boom que dura muito tempo, você obtém uma má alocação de capital – basicamente começa a chover dinheiro em tolos”.

Entretanto, para alguns analistas, a queda atual do mercado foi um dos principais motivos para que Elon Musk suspendesse seu acordo de aquisição do Twitter.

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