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“Quarentão”, Rock in Rio não terá ingresso NFT em 2026

4 mins
Atualizado por Luís De Magalhães

EM RESUMO

  • O BeInCrypto conversou com Luis Justo, CEO da Rock World, empresa por trás do Rock In Rio, Lollapalooza e The Town.
  • O executivo de sucesso que aos 28 anos já era CEO da Osklen, é formado em Engenharia de Produção com MBA em Gestão de Negócios.
  • Em 2022 e 2023 foi eleito pela Bloomberg como uma das 500 pessoas mais influentes da América Latina.
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O Rock in Rio completa este ano 40 anos de história. A primeira edição aconteceu em 1985, na antiga Cidade do Rock, em Jacarepaguá, Rio de Janeiro. Com 10 dias de duração e 1,38 milhão de espectadores, o festival começava a sua jornada naquele janeiro que entrou para história não apenas do festival, mas do rock’n roll.

Vídeo da primeira edição do Rock’nRio em 1985 .  As fotos históricas ganharam vida com uso de inteligência artificial (IA).

O evento que também é sinônimo de inovação, já realizou 24 edições em quatro países com mais de 12 milhões de visitantes. Um dos maiores festivais de música e entretenimento do planeta celebrou o aniversário antecipadamente em setembro de 2024, com sete dias de espetáculos inesquecíveis. Foram mais de 750 artistas e 500 horas de atividades inéditas em um festival.

Entre as experiências, a produção da Rock World, prioriza além da qualidade excepcional do set list, o uso de tecnologias inovadoras para proporcionar a melhor vivência para o público. Entre elas, Tokens Não Fungíveis (NFTs) e Inteligência Artificial (IA) como mostra o vídeo acima.

Luis Justo, CEO da Rock World

Durante o Smart Summit 2025, o BeInCrypto Brasil conversou com o CEO da Rock World, por trás do Rock In Rio, Lollapalooza e The Town, Luis Justo. O empresário disse que a experiência dos ingressos tokenizados, foi a maior do tipo no Brasil, até agora.

Pandemia impulsionou uso de ingressos NFT

A opção de vender ingressos NFT aconteceu devido a uma necessidade. Isso porque a edição de 2021 foi remarcada para acontecer em setembro de 2022, devido à pandemia da Covid 19.

E o público recebeu muito bem. Justo conversou com o BeInCrypto Brasil sobre o processo de tokenização, modernização do festival e como foram as primeiras experiências com ingressos tokenizados.

Luis Justo: Olhando para perspectiva de ticket e acesso, a cada edição estamos olhando o que podemos evoluir e modernizar em nossos processos. Desde o ingresso de papel, quando eu entrei em 2011, evoluindo para pulseiras usando chip com tecnologia de NFC. E no pós-pandemia, e até por uma necessidade operacional, resolvemos digitalizar 100% do ingresso.

Por questões, inclusive, de cadeia de produção, tempo hábil de chegar o ingresso físico, toda a incerteza do pós-pandemia. Assim resolvemos transformar e digitalizar o ingresso, usando os nossos parceiros, na época, uma plataforma digital usando carteira.

 Inclusive foi a maior operação na época de wallet digital. Lembro que o pessoal da Apple veio aqui acompanhar essa operação.

E aí, saudosos que ficaram os fãs das pulseirinhas, – que eram os antigos ingressos físicos , colecionados por muitos fãs – nós resolvemos fazer uma iniciativa muito mais do ponto de vista de construção de experiência, do que ainda um processo de tokenização de ingresso, relevou Justo.

Nós distribuímos para todo mundo que tinha ido ao evento, um NFT, representando uma pulseira que seria o equivalente àquele ingresso digital,  mas com uma experiência de um NFT, que poderia ser transacionado depois, claro, como qualquer NFT, mas gratuitamente, complementa.

À época, todos que foram ao Rock in Rio edição 2021, que aconteceu em 2022, receberam o ingresso versão tokenizada e eternizado na blockchain.

Justo disse que à época “foi a maior operação de distribuição de NFT que teve no Brasil. Até porque ele era gratuito. Estou falando de 700 mil pessoas. E que até hoje virou um item não apenas colecionável, mas um item digital que a gente fez naquela edição.”

E de fato, foi. O Rock in Rio estreou com recordes no mercado NFT.

Rock in Rio não tem planos de manter ingressos NFT

Eleito em 2022 e 2023 pela Bloomberg como uma das 500 pessoas mais influentes da América Latina, o executivo afirma que ainda não há planos para ingressos NFT na próxima edição do Rock in Rio, em 2026.

Ainda não temos um plano, porque foi uma ação comemorativa, mas o nosso olhar é que, cada vez mais, falando não só especificamente, se é um processo de tokenização, mas das novas tecnologias como cripto, o próprio formato de segurança que isso pode trazer. Nós olhamos muito mais pela perspectiva dos nossos parceiros, que fazem a gestão de ingresso. Eles utilizam cada vez mais esse tipo de tecnologia, muito sobre uma ótica de segurança também, explica o executivo.

Justo também mostrou preocupação com a questão regulatória e o mercado secundário de tokens.

Ele reforça que gosta de saber ” que o nosso cliente vai comprar. O preço é aquele preço que ele vai pagar para ir ao festival. Mas eu acho vão surgir cada vez mais oportunidades, dentro desse olhar das possibilidades que você do mundo cripto tem. De você poder, de fato, ter uma revolução no ingresso.”

Tecnologia a favor da proposta de valor do Rock in Rio 

Além disso, Justo acredita que a tecnologia é, principalmente, uma ferramenta a favor da proposta de valor do evento. 

A proposta de valor do Rock in Rio é proporcionar experiências inesquecíveis através da música e do entretenimento. Sempre que tivermos uma tecnologia, seja ela qual for, que contribui nessa proposta de valor, vamos utilizar.

Afinal, o Rock in Rio, uma empresa de 40 anos só está viva quatro décadas porque é uma empresa inovadora. Então pode ter certeza de que sempre estaremos na vanguarda da inovação e do uso da tecnologia para proporcionar as experiências inesquecíveis para o nosso público.  Aliás o foco é sempre melhorar a experiência do cliente, finaliza um dos executivos de maior sucesso no Brasil e no mundo.

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Aline Fernandes atua há 20 anos como jornalista. Especializada nas editorias de economia, agronegócio e internacional trabalha na BeINCrypto como editora do site brasileiro. Já passou por diversas redações e emissoras do país, incluindo canais setorizados como Globo News, Bloomberg News, Canal Rural, Canal do Boi, SBT, Record e Rádio Estadão/ESPM. Atuou também como correspondente internacional em Nova York e foi setorista de economia dentro do pregão da BM&F Bovespa, hoje B3...
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