Nos últimos anos, líderes do setor cripto avançaram na construção das bases técnicas e regulatórias para a adoção de longo prazo. Em 2026, esse esforço tende a gerar resultados mais visíveis. A expectativa da Ripple é de que uma infraestrutura mais confiável para ativos digitais, somada à expansão de casos de uso, impulsione a demanda institucional.
Bancos, empresas e provedores de serviços devem avançar de projetos-piloto para operações em escala plena. Esse movimento marca uma nova fase de maturidade do mercado.
A transição deve se concentrar em quatro frentes principais: stablecoins, ativos onchain, custódia cripto e automação com inteligência artificial. Cada uma dessas áreas contribui para integrar de forma mais profunda o blockchain ao sistema financeiro global.
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Stablecoins como base da liquidação global
As stablecoins tendem a se consolidar como padrão para pagamentos internacionais. A proposta não é substituir o sistema existente, mas se tornar a sua base operacional.
Esse movimento já ocorre com a integração dessas soluções por empresas como Visa e Stripe. Nos Estados Unidos, a aprovação do Genius Act marcou o início da era do dólar digital regulado.
Stablecoins emitidas no país, como o Ripple USD (RLUSD), devem ganhar espaço em pagamentos programáveis, disponíveis 24 horas por dia. Também passam a ser usadas como colateral, ou seja, garantia financeira, em mercados modernos.
Até 2027, instituições financeiras devem explorar essas stablecoins para mobilidade de colateral em tempo integral. O foco principal está no mercado B2B, que já se tornou o maior caso de uso real dessas moedas digitais.
Sponsored SponsoredCriptoativos entram de vez nos balanços
Os criptoativos deixaram de ser apenas instrumentos especulativos. Eles passam a ocupar um papel operacional nas finanças.
Até o fim de 2026, balanços corporativos podem concentrar mais de US$ 1 trilhão em ativos digitais. Cerca de metade das empresas da Fortune 500 deve ter estratégias formais envolvendo blockchain, tokenização e stablecoins.
Pesquisa da Coinbase indica que 60% dessas companhias já desenvolvem iniciativas em blockchain. Além disso, mais de 200 empresas abertas mantêm bitcoin em tesouraria.
O mercado de ETFs também cresce. Apesar de mais de 40 ETFs de cripto terem sido lançados recentemente, eles ainda representam uma parcela pequena do mercado total, indicando amplo espaço para expansão institucional.
SponsoredConsolidação acelera na custódia cripto
O aumento de fusões e aquisições sinaliza maturidade do setor. Em 2025, esse mercado movimentou US$ 8,6 bilhões.
A custódia de ativos digitais deve liderar a próxima etapa de consolidação. Custódia é o serviço de guarda segura de ativos digitais, fundamental para instituições.
A tendência é de maior integração vertical e adoção de múltiplos custodiantes por bancos, como forma de reduzir riscos. Mais da metade dos 50 maiores bancos globais deve formalizar novas parcerias nessa área em 2026.
O movimento inclui empresas tradicionais e nativas do setor, como a aquisição da NinjaTrader pela Kraken e compras estratégicas feitas pela Ripple.
Blockchain e inteligência artificial convergem
Em 2026, blockchain e inteligência artificial devem atuar de forma integrada. Essa convergência permitirá automação financeira em tempo real.
Sponsored SponsoredTesourarias poderão gerenciar liquidez e executar operações sem intervenção manual. Gestores de ativos usarão modelos de IA para ajustar exposições a ativos tokenizados de forma contínua.
A privacidade ganha destaque com o uso de provas de conhecimento zero, tecnologia que permite validar informações sem revelar dados sensíveis. Isso reduz riscos e amplia a adoção em ambientes regulados.
Um marco para o cripto institucional
O setor entra em uma fase decisiva. Stablecoins devem sustentar a liquidação global. Ativos tokenizados passam a integrar balanços institucionais. A custódia reforça a confiança.
Com apoio da inteligência artificial, o blockchain tende a automatizar processos que hoje limitam os mercados financeiros.
Em retrospecto, 2026 pode ser lembrado como o ano em que os criptoativos se consolidaram como parte essencial da infraestrutura financeira global.