São Paulo foi palco das conversas. A cidade em si, nem tanto. Como parceiro oficial de mídia, o BeInCrypto esteve presente em todos os momentos. Nosso líder de equipe para a América Latina, Luis de Magalhães, coordenou nossa presença no evento, realizando entrevistas exclusivas, participando de mesas-redondas e garantindo que nosso público nas versões em português, espanhol e internacional tivesse pleno acesso aos debates que moldam o cenário cripto na região.
Foi assim que a semana se desenrolou sob nossa perspectiva.
O que se destacou no evento?
O MERGE São Paulo reuniu um público que é genuinamente difícil de encontrar na maioria das conferências do setor. As pessoas presentes eram construtores, operadores e alocadores de capital que realmente estudaram e se dedicaram. Nada de filas enormes de credenciamento nem gritaria sobre um DJ às 14h apenas para trocar um cartão de visita.
O que deu vantagem ao evento em um calendário lotado foi a mistura de participantes. Instituições reguladas, empresas de infraestrutura de autocustódia e fintechs com volume real de pagamentos estavam todas no mesmo ambiente, trocando ideias. Esse cruzamento é raro e o Brasil precisa de mais disso.
O evento também teve o tamanho ideal: grande o suficiente para ser relevante e pequeno o bastante para encontrar a mesma pessoa interessante três vezes no mesmo dia.
Liderança no local e entrevistas exclusivas
O BeInCrypto conduziu entrevistas exclusivas com figuras-chave de finanças tradicionais, infraestrutura descentralizada e fintech, incluindo:
- Stijn Vander Straeten, CEO da Crypto Finance. Confira a entrevista exclusiva aqui.
- André Portilho, Head de Ativos Digitais no BTG Pactual. Confira a entrevista exclusiva aqui.
Nos painéis
Além das entrevistas, Luis também subiu ao palco como moderador no Institutional Summit, um evento fechado para convidados. Ele liderou o painel “Stablecoins na prática: casos de uso reais no ecossistema fintech do Brasil”, reunindo Carlos Jiménez, BD e Parcerias na Rain, Pedro Barreiro, Diretor de Banking na Nomad, e Marcos Nunes, CEO da Tangem Pay.
A conversa abordou como as stablecoins estão remodelando a infraestrutura financeira na região, além dos desafios e oportunidades tanto para instituições tradicionais quanto para empresas DeFi.
No segundo dia do evento, o executivo participou do painel “Dinheiro tokenizado: CBDCs, depósitos tokenizados e o futuro da liquidez digital”, ao lado de Jaime Pradenas Baeza, do Banco Central do Chile, Bruno Grossi, do Inter, e Nayam Hanashiro, da LNET.
As discussões exploraram diferentes casos de uso do dinheiro tokenizado na região e como grandes reguladores e neobancos estão transformando o setor.
A parte honesta: São Paulo é uma cidade difícil
Nenhum resumo do MERGE São Paulo estaria completo sem abordar o elefante na sala, que não é a conferência, mas a cidade que a sediou.
São Paulo é uma megalópole e funciona como tal. Se deslocar entre o local principal e os eventos paralelos em diferentes bairros não é rápido. Há trânsito, distâncias longas e o cansaço típico de uma cidade que não foi feita para circulação espontânea a pé.
Para uma conferência onde boa parte dos negócios acontece em eventos paralelos, essa fricção importa.
Esses eventos tiveram menor público do que mereciam. Conflitos de agenda foram mais difíceis de administrar. A energia informal que torna esses encontros valiosos, como encontros inesperados, jantares que avançam pela madrugada e conversas que começam no trajeto e viram parcerias, acabou custando mais tempo e esforço do que deveria.
Isso não é uma crítica à equipe do MERGE. A curadoria, a programação e a comunidade construída em torno da convergência entre TradFi e DeFi no Brasil realmente valem a pena. Mas os melhores momentos de eventos assim acontecem nos intervalos, e São Paulo tende a tornar esses momentos mais caros.
O evento merece uma cidade que facilite isso. O Rio de Janeiro, com geografia mais compacta e deslocamento mais simples, vem à mente. Assim como uma cidade menor.
Vale a pena participar, mas vá preparado
O MERGE São Paulo é um bom evento. Esse é o veredito simples e honesto. As conversas são relevantes, o público é qualificado e o cruzamento entre TradFi e DeFi que ele promove no Brasil é uma das narrativas mais interessantes do setor cripto regional hoje.
Se você pretende participar das próximas edições, faça um favor a si mesmo: planeje seus eventos paralelos com antecedência, reserve mais tempo para deslocamentos e aceite que a cidade provavelmente vai custar pelo menos uma conversa que você gostaria de ter tido.
Vá pelos motivos certos, e o MERGE entrega.
Para acompanhar mais sobre o cenário cripto e fintech no Brasil, siga o BeInCrypto e também nas plataformas em espanhol.