Ouro e prata continuaram a sequência expressiva de altas nesta quarta-feira (29) e atingiram novos recordes históricos. O ouro alcançou US$ 5.597 por onça, enquanto a prata bateu US$ 119,3 por onça nas primeiras horas do pregão asiático.
Com o fluxo contínuo de capital para os metais preciosos, investidores passam a se concentrar em quando esse movimento poderá alcançar as criptomoedas. O Bitcoin segue pressionado, mas um padrão histórico identificado pelo portal Milk Road sugere que a principal cripto costuma seguir os movimentos do ouro com defasagem de aproximadamente seis meses.
SponsoredOuro atinge US$ 5.597 e prata sobe 65% no ano
O ouro acumula agora cerca de 28,6% de valorização neste ano. A prata apresenta desempenho superior, com alta de mais de 65% no mesmo período, refletindo demanda consistente.
O movimento de alta não se limitou aos metais preciosos. Os preços do cobre também atingiram novos recordes, ao avançarem mais 9% neste mês. Enquanto isso, o alumínio chegou ao maior patamar em quase quatro anos, reforçando o sentimento positivo em todo o setor de metais.
Porém, esse avanço acelerado veio acompanhado por volatilidade expressiva, como mostram oscilações acentuadas ao longo do dia.
“Os contratos futuros de ouro subiram mais de US$ 120/oz e caíram US$ 100/oz em apenas 20 minutos. Isso representa uma variação de US$ 1,5 trilhão no valor de mercado no mesmo intervalo de tempo. Este é o ativo considerado porto seguro mundial, agindo como cripto”, registrou o The Kobeissi Letter em análise.
Padrão histórico: Bitcoin costuma seguir o ouro com 6 meses de defasagem
O portal Milk Road identificou um padrão do mercado que sugere quando essa mudança pode ocorrer. Conforme explicado, o Bitcoin costuma acompanhar os movimentos do ouro com uma defasagem aproximada de seis meses.
Sponsored“Todos estão vendo o BTC parado enquanto o ouro sobe a novos patamares. A leitura imediata é de que a cripto está falhando, enquanto ativos físicos são beneficiados. Mas há um padrão bem claro que @RaoulGMI voltou a mencionar em nosso bate-papo ontem: tudo que o ouro faz, o BTC tende a repetir cerca de seis meses depois”, afirmou o portal.
Se essa tendência se mantiver, o Bitcoin pode estar se preparando para uma alta expressiva. Analistas observam de perto a janela de aproximadamente 180 dias, com impulso podendo surgir já no segundo trimestre.
No cenário da prata, Ash Crypto analisou que a razão BTC/prata pode estar próxima do fundo. Conforme mencionou, ciclos anteriores apontam que esse indicador costuma atingir o ponto mais baixo 13 meses após o pico, com desvalorizações entre 75% e 85%.
O ciclo atual soma 12 meses, com queda de 78%, patamar que historicamente pode sinalizar reversão próxima.
Por outro lado, Charles Edwards, da Capriole Fund, demonstrou cautela e alertou contra expectativas de topo iminente nos metais preciosos.
“Não venda seus vencedores para comprar seus perdedores – um ditado clássico que se aplica aqui. Este seria o topo do ouro? Talvez, mas provavelmente não. Caso seja, é melhor esperar sinais técnicos ou fundamentos que confirmem a tendência, em vez de tentar adivinhar o topo e vender apenas porque US$ 5.000 parece um número marcante. Já acumulamos mais 6% desde então”, afirmou Edwards.
Edwards também ressaltou que bolhas podem durar mais do que o previsto, citando o histórico do Bitcoin como exemplo. Ele acrescentou que ouro e prata, tradicionalmente, passam por ciclos de alta prolongados, podendo durar cinco a dez anos, indicando que o atual ciclo positivo, iniciado há cerca de 18 meses, ainda teria espaço para continuar.
Enquanto as opiniões seguem divididas sobre a duração da valorização dos metais preciosos, os impactos para o mercado de cripto estão cada vez mais evidentes. Ouro e prata acumularam ganhos expressivos de valor de mercado em um curto intervalo de tempo, e até uma movimentação moderada de capital pode gerar efeitos significativos para o Bitcoin e outros ativos digitais.