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Metade dos bancos americanos correm risco de falência, revelam pesquisas

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Por Martin Young
Traduzido Anderson Mendes

EM RESUMO

  • 2.315 bancos possuem ativos que valem menos que seus passivos.
  • A dívida nacional dos EUA é superior a US$ 31 trilhões.
  • Outra crise financeira causada pelos bancos parece ser iminente.
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A crise bancária nos Estados Unidos está se aprofundando. Pesquisas recentes sugerem que os bancos dos país podem ter muito mais problemas nos próximos meses.

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Na terça-feira (2), o Telegraph do Reino Unido informou que quase metade dos 4.800 bancos dos EUA estão “queimando seus buffers de capital”.

Além disso, as ações dessas instituições estão em queda. As quedas ocorrem após a apreensão do First Republic Bank por reguladores federais no início da semana. O maior banco dos Estados Unidos, JP Morgan Chase, assumirá os depósitos da instituição e a maior parte de seus ativos.

Quedas no setor imobiliário comercial dos EUA e no mercado de títulos “colidiram com US$ 9 trilhões de depósitos não garantidos no sistema bancário americano”, observou o relatório.

Crise bancária nos EUA se intensifica

O especialista bancário da Universidade de Stanford, professor Amit Seru, disse ao Telegraph que milhares de bancos correm riscos, antes de acrescentar:

“Não vamos fingir que isso é apenas sobre o Silicon Valley Bank e o First Republic. Grande parte do sistema bancário dos EUA é potencialmente insolvente.”

Um relatório publicado em abril pelo professor Seru estimou que mais de 2.315 bancos estão atualmente com ativos que valem menos que seus passivos.

“O valor de mercado dos ativos do sistema bancário dos EUA é US$ 2,2 trilhões menor do que o sugerido pelo valor contábil dos ativos contabilizados para carteiras de empréstimos mantidas até o vencimento”.

Metade dos bancos americanos correm risco de falência, revelam pesquisas
Fonte: The Telegraph

Alguns desses credores incluem os maiores bancos dos Estados Unidos, e um deles foi descrito como uma “entidade sistêmica global com ativos de mais de US$ 1 trilhão”. Além disso, o aperto monetário do Federal Reserve ainda não impactou totalmente a economia. Um enorme muro de dívidas se acumulou e algumas estimativas colocam o valor total da dívida dos EUA em impressionantes US$ 31,7 trilhões.

Nesse sentido, vale destacar que o Bitcoin foi gerado a partir do último colapso bancário dos Estados Unidos, que causou a crise financeira global de 2008. É irônico que o ativo possa ser o paraquedas financeiro caso haja um novo colapso financeiro.

Mercado de criptomoedas segue estável

À medida que as ações dos bancos sofrem uma forte queda esta semana, o mercado de criptomoedas conseguiu se recuperar. Houve um ganho de 1,3% na capitalização total nas últimas 24 horas, que atingiu US$ 1,22 trilhão. BTC e ETH sobem quase 2% no dia, mas permaneceram em tendência de baixa desde meados de abril.

A confiança nos bancos está sendo lentamente corroída novamente, mas as lições não foram aprendidas, pois não é a primeira vez que os bancos causam uma crise financeira. Talvez desta vez, o Bitcoin realmente seja a solução.

No entanto, talvez os reguladores financeiros americanos já saibam disso, e é por isso que eles estão decididos a sufocar a indústria de criptomoedas.

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Anderson Mendes
Formado em Administração de Empresas pela Universidade Positivo, Anderson atua como redator para o BeInCrypto há 2 anos. Escreve sobre as principais notícias do mercado de criptomoedas e economia em geral. Antes de entrar para a equipe brasileira do site, participou de projetos relacionados à trading, produção de notícias e conteúdos educacionais relacionados ao mundo cripto em sua cidade natal, Curitiba.
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