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Mercado cripto: queda recente não reflete saúde do ecossistema, diz executivo da Binance

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Escrito e editado por
Lucas Espindola

09 fevereiro 2026 15:30 BRT
  • O Bitcoin valorizou 7x em 6 anos, de US$ 9.600 para US$ 65 mil.
  • Empresas públicas adicionaram 43 mil BTC só em janeiro de 2026.
  • Stablecoins ultrapassam US$ 306 bilhões, dobrando volume de 2024.
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A recente queda no mercado de criptomoedas gerou preocupação entre investidores, especialmente os de varejo, que sentem o impacto imediato das correções de preço. Mas Guilherme Nazar, vice-presidente regional da Binance para as Américas, defende que capitalização de mercado e preços dos tokens sozinhos não refletem a saúde real do ecossistema cripto.

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Bitcoin valorizou 7 vezes em seis anos

Para contextualizar os movimentos recentes, Nazar destaca o crescimento do Bitcoin nos últimos seis anos. Em fevereiro de 2020, a criptomoeda estava cotada em aproximadamente US$ 9.600. Em fevereiro de 2026 (6), o preço era de cerca de US$ 65 mil – um aumento de quase 7 vezes.

No mesmo período, o índice S&P 500 cresceu apenas 2 vezes. Isso mostra o potencial único do Bitcoin para retornos excepcionais, apesar da volatilidade.

Fundamentos continuam sólidos

As quedas de mercado são naturais e esperadas no ciclo das criptomoedas. O que importa, segundo Nazar, são os fundamentos subjacentes – e eles permanecem fortes.

Os ETFs à vista de Bitcoin nos Estados Unidos detêm aproximadamente 1,27 milhão de BTC. Esse volume está apenas modestamente abaixo do pico, apesar da correção significativa de preço. Isso indica que investidores institucionais mantêm confiança na proposta de valor de longo prazo dos ativos digitais.

Empresas continuam acumulando Bitcoin

O engajamento corporativo permanece forte. Somente em janeiro de 2026, empresas públicas adicionaram mais de 43.000 BTC às suas reservas. A posse total corporativa agora supera 1,1 milhão de BTC.

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Essa é uma abordagem estratégica de vários anos, não uma reação a flutuações de curto prazo.

Stablecoins sustentam liquidez do mercado

As stablecoins – criptomoedas atreladas a moedas tradicionais como o dólar – continuam sendo a base da liquidez do mercado. A oferta total está próxima ao recorde histórico, superior a US$ 306 bilhões. Isso representa mais do que o dobro dos níveis de 2024.

Essa liquidez substancial sustenta atividades de liquidação (fechamento de operações), garantia e negociação. Ela proporciona estabilidade mesmo durante desafios de mercado.

Perspectivas para 2028

A liquidez macroeconômica continuará sendo fator crítico. Se a oferta monetária global continuar expandindo conforme projetado, o G4 M2 (métrica que mede a oferta de dinheiro nas quatro maiores economias: EUA, Zona do Euro, Japão e Reino Unido) pode atingir US$ 105 trilhões até 2028.

Nesse cenário, ativos digitais podem se beneficiar da melhoria das condições de liquidez.

Paralelamente, a tokenização de ativos do mundo real – processo de transformar ativos físicos em tokens digitais – ultrapassou US$ 24 bilhões. Esses desenvolvimentos reforçam que os fundamentos da indústria cripto estão se fortalecendo através dos ciclos de mercado.

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