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Méliuz usa recompra de ações para ampliar exposição ao Bitcoin de seus acionistas

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Escrito e editado por
Lucas Espindola

25 fevereiro 2026 12:00 BRT
  • O Méliuz cancelou 4,985 mi ações por meio de derivativos.
  • O Bitcoin yield ajustado chegou a 4,38% no trimestre, ou 1,23% ao mês.
  • Tesouraria guarda 604,69 bitcoins, com caixa total próximo de R$ 280 milhões.
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O Méliuz (B3: CASH3) retirou de circulação 4,985 mi de ações na bolsa de valores nesta semana. A operação foi feita por meio de contratos de derivativos com parceiros comerciais e representa pouco mais da metade da meta do programa de recompra aprovado no ano anterior.

O objetivo declarado é reduzir o número de papéis em circulação para beneficiar os acionistas.

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Bitcoin yield: o que é e por que importa

A manobra produz um efeito direto num indicador ainda pouco conhecido no mercado tradicional: o Bitcoin yield ajustado. Trata-se da relação entre a reserva em Bitcoin da empresa e o total de ações disponíveis para negociação.

Quando a companhia cancela seus próprios papéis, a fatia de Bitcoin por acionista aumenta sem que seja necessário comprar novas moedas. É uma forma indireta de distribuir exposição ao ativo digital.

No período de três meses encerrado agora, o Méliuz registrou um Bitcoin yield ajustado de 4,38%, equivalente a 1,23% ao mês. O cálculo considera apenas as ações em livre negociação, excluindo os papéis recolhidos no programa.

Tesouraria em Bitcoin e caixa em reais

A empresa guarda 604,69 Bitcoins em sua tesouraria institucional. Na cotação atual de mercado, esse saldo equivale a cerca de R$ 212,3 milhões. O caixa em moeda corrente soma R$ 67,3 milhões, voltado para despesas operacionais.

A soma dos ativos líquidos fica próxima de R$ 280 milhões. A operação não usa alavancagem bancária.

O Méliuz foi a primeira companhia brasileira a adotar uma estratégia de reserva em Bitcoin, em 2025. O modelo segue o caminho aberto nos Estados Unidos pela Strategy, ex-MicroStrategy, empresa do investidor Michael Saylor.

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