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Top 5 neobancos da América Latina que levam cripto ao público

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Escrito e editado por
Lucas Espindola

27 março 2026 08:22 BRT

A adoção de cripto na América Latina não depende mais apenas das exchanges. Os neobancos agora servem como principal porta de entrada. Essas plataformas integram cripto nos aplicativos financeiros usados no cotidiano para pagamentos, reservas e transferências.

Este ranking analisa os cinco maiores neobancos da América Latina considerando escala de usuários, volume de pagamentos, variedade de produtos de cripto e uso prático até março de 2026.

O destaque não está no volume de negociações, que poucas empresas divulgam, mas em como cada plataforma entrega cripto para o público em geral.

Crescimento da adoção de cripto na América Latina. Fonte: Chainalysis
Crescimento da adoção de cripto na América Latina. Fonte: Chainalysis


PosiçãoNeobancoTotal de usuáriosUsuários ativos/engajadosEscala de pagamentos (TPV anual)Profundidade de oferta de criptoPonto forte principal
1Nubank131 milhões109 milhõesNão é foco principal (modelo empréstimos e depósitos)28 ativos, transferências, staking, recompensasEcossistema de cripto em grande escala
2Mercado Pago78 milhões (usuários mensais)78 milhões de usuários ativos mensaisUS$ 278 bilhõesCompra, venda, stablecoin (MUSD), integração com pagamentosMaior uso de cripto no cotidiano
3Inter & Co43 milhões25 milhõesUS$ 360 bilhões5 grandes ativos via infraestrutura reguladaIntegração financeira de padrão institucional
4PicPay67 milhões42,7 milhõesUS$ 100 bilhõesCerca de 15 ativos de cripto, recursos de negociaçãoCarteira digital com alto engajamento
5PagBank34 milhões34 milhões (uso focalizado em pagamentos)US$ 530 bilhõesExposição indireta via fundos e produtosMaior infraestrutura de pagamentos

Conheça os líderes que promovem a mudança institucional da cripto

1. Nubank: escala e integração total com cripto

O Nubank lidera por ampla diferença. O banco atende 131 milhões e já soma mais de 7 milhões de usuários de cripto.

A plataforma integra 28 ativos, recursos de staking e recompensas, oferecendo o portfólio de cripto mais amplo entre os neobancos latino-americanos. Os serviços de cripto estão integrados ao app principal de contas, e não isolados em um produto separado.

Essa abordagem é relevante. O Nubank dissemina o acesso à cripto em ampla escala, mostrando que cripto pode ser parte do sistema financeiro de varejo, não apenas nicho para entusiastas.

2. Mercado Pago: cripto por meio de pagamentos

O Mercado Pago adota uma estratégia distinta. Atua junto a cerca de 78 milhões de usuários mensais e processa US$ 278 bilhões em pagamentos ao ano.

Em vez de centrar a oferta em negociações, o serviço insere cripto nas transações diárias dos clientes. É possível comprar, vender e interagir com stablecoins como MUSD dentro do ecossistema de pagamentos.

Isso consolida o Mercado Pago como plataforma de cripto voltada à utilidade. O diferencial está em tornar cripto funcional, não apenas ativo para investimento. Essa distinção incentiva adoção por usuários comuns que não se veem como traders.

3. Inter: acesso institucional

O Inter combina serviços digitais e infraestrutura de investimento. São 43 milhões de clientes, dos quais 25 milhões estão ativos, além de forte atuação em fluxos financeiros e custódia.

A oferta de cripto é mais limitada. A plataforma permite acesso a cerca de cinco grandes ativos, sempre por meio de infraestrutura regulada.

Esse perfil privilegia conformidade e estabilidade, em vez de amplitude. Nesse caso, cripto funciona mais como extensão da área de investimentos do que ferramenta para negociações rápidas.

4. PicPay: crescimento impulsionado pelo engajamento

O PicPay atua em grande escala, com 67 milhões de cadastros e mais de 42 milhões de clientes ativos. Processa acima de US$ 100 bilhões ao ano em pagamentos.

A companhia voltou a oferecer cripto em 2025, chegando a cerca de 15 ativos. A estratégia atual foca engajamento, mirando quem já faz pagamentos e transferências peer-to-peer pelo app.

A base de usuários de cripto é menor que a do Nubank, mas o PicPay registra alto nível de uso, formando base sólida para crescimento da adoção a partir do comportamento financeiro já estabelecido.

5. PagBank: gigante dos pagamentos, cripto com alcance limitado

O PagBank fecha o ranking com 34 milhões de clientes e uma das maiores infraestruturas de pagamentos do continente, movimentando US$ 530 bilhões por ano.

A exposição à cripto segue indireta: o acesso ocorre via produtos de investimento e fundos, em vez de negociações dentro do app.

Isso restringe a adoção em comparação com concorrentes. Entretanto, a escala do PagBank pode torná-lo importante canal de distribuição caso amplie sua oferta de cripto.

O que este ranking mostra?

Os neobancos da América Latina não disputam por volume de transações. Eles concorrem em distribuição, acessibilidade e integração às finanças cotidianas.

O Nubank mostra como a escala impulsiona a adoção. O Mercado Pago evidencia como pagamentos agregam utilidade. Outras empresas posicionam cripto como camada de investimento ou ferramenta de engajamento.

Juntas, essas iniciativas refletem uma mudança mais ampla. A adoção de cripto na América Latina ocorre, cada vez mais, diretamente nos aplicativos bancários já utilizados pela população, e não apenas em exchanges independentes.

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