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Jeff Bezos contesta o Polymarket e levanta debate sobre fake news

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Escrito e editado por
Lucas Espindola

24 janeiro 2026 10:00 BRT
  • Jeff Bezos nega publicamente post do Polymarket e contesta alegações sobre conselhos a jovens empreendedores
  • O incidente renovou as críticas aos mercados de previsão que divulgam notícias não verificadas ou enganosas nas redes sociais.
  • O Polymarket e Kalshi enfrentam críticas por postagens virais sobre geopolítica e esportes com alegações contestadas.
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O Polymarket se envolveu em uma polêmica após publicar em redes sociais uma informação sobre o fundador da Amazon, Jeff Bezos. A plataforma de previsão afirmou que Bezos teria recomendado a jovens empreendedores trabalhar em empregos tradicionais antes de abrir um negócio.

Bezos desmentiu rapidamente a alegação. O episódio reacendeu o debate sobre plataformas desse tipo usarem redes sociais para divulgar notícias não verificadas e informações imprecisas.

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Publicação do Polymarket recebe resposta de Bezos

Na quinta-feira (22), o Polymarket publicou no X a informação de que Bezos teria aconselhado “jovens empreendedores da geração Z” a iniciar suas carreiras em empregos formais, como no McDonald’s ou na Palantir, antes de abrir um negócio próprio.

Poucas horas depois, Bezos respondeu à publicação, negando que tenha feito tal afirmação e questionando o motivo de a Polymarket ter criado tal narrativa.

Diante das críticas rapidamente geradas, um vídeo veio à tona mostrando Bezos durante uma palestra na Italian Tech Week, na qual orientou jovens empresários. Contudo, a conversa aconteceu há quase três meses, e Bezos não mencionou nenhuma das empresas citadas pelo Polymarket.

“Eu sempre aconselho os jovens a trabalhar em uma empresa com boas práticas, onde seja possível aprender fundamentos importantes”, afirmou, acrescentando: “Eu fundei a Amazon aos 30 anos, não aos 20. Esses 10 anos a mais de experiência aumentaram as chances de sucesso da Amazon”. 

O episódio se destacou nesta semana porque Bezos fez questão de negar publicamente a versão divulgada pelo Polymarket.

Ao mesmo tempo, a recorrência de plataformas de previsão disseminarem informações imprecisas para seus seguidores nas redes sociais tem levantado preocupação crescente.

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Plataformas como Polymarket e Kalshi vêm enfrentando críticas pelo hábito de divulgar notícias urgentes que distorcem fatos ou são totalmente falsas, abrangendo assuntos que vão de apostas esportivas até tensões geopolíticas.

Usuários de redes sociais destacaram exemplos específicos.

Mercados de previsão ampliam a desinformação global?

Nas últimas semanas, as tensões internacionais aumentaram de forma expressiva. Entre os exemplos citados estão a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, protestos de grande escala no Irã e confrontos entre Estados Unidos e países europeus em torno da possível compra da Groenlândia.

Esses acontecimentos geraram uma onda de apostas nas plataformas. Essas empresas também utilizaram redes sociais para publicar alertas relacionados que não retrataram fielmente os fatos.

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Um desses casos ocorreu no início do mês, quando o Polymarket publicou como “urgente” uma notícia afirmando que as forças de segurança do regime iraniano haviam perdido o controle de algumas das maiores cidades do país.

Embora o governo do Irã enfrente dificuldades internas, ele segue mantendo o controle por meio do aparato militar e de segurança. Ainda assim, a postagem — baseada em informações contestadas ou imprecisas — alcançou cerca de 7 milhões de visualizações, 17 mil curtidas e 2 mil repostagens.

A maioria dos comentários criticou a plataforma de apostas, classificando-a como fonte de fake news.

A Kalshi também publicou sobre as supostas tensões entre Estados Unidos e Dinamarca referentes à Groenlândia. A plataforma de previsão afirmou que os dois países teriam criado um grupo de trabalho para discutir o interesse norte-americano na compra do território. A publicação recebeu 2,8 milhões de visualizações.

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Apesar de a Casa Branca apresentar tal versão, o governo dinamarquês deu outra explicação: afirmou que havia concordado em “abordar preocupações de segurança dos Estados Unidos relativas à Groenlândia”.

Nem Polymarket nem Kalshi responderam imediatamente ao pedido de comentário do BeInCrypto.

Também circulam relatos de afiliados da Kalshi veiculando notícias falsas de esportes em suas redes sociais.

Segundo informações da Front Office Sports, mesmo depois de contestadas sobre essas publicações, Kalshi e Polymarket continuam usando selos de afiliados.

A previsão é de que o setor de plataformas de previsão cresça de forma expressiva no próximo ano. No entanto, o uso de redes sociais para divulgar informações não verificadas ou potenciais equívocos tem chamado cada vez mais a atenção.

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