O maior banco privado do país, Itaú, a maior exchange dos Estados Unidos (EUA), Coinbase, e gigantes da indústria como Liqi, GCB e Avenia não fazem mais parte da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto).
Itaú e Coinbase disseram ao BeInCrypto que não comentariam. Já a GCB informou que deixou voluntariamente o quadro de associados da ABCripto no início de novembro. Gustavo Blasco, CEO da GCB, também saiu do conselho da entidade nesse período. Outro player que confirmou a saída foi a Avenia, fintech brasileira de pagamentos transfronteiriços, antiga BRLA Digital. A Liqi igualmente não integra mais o grupo de associadas da associação.
Pelo menos cinco fontes do setor confirmaram ao BeInCrypto durante a Blockchain Conference Brasil a saída dos players.
SponsoredEntenda a polêmica
Na semana passada, a 44ª Vara Cível de São Paulo determinou que o diretor-presidente da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), Bernardo Srur, convocasse uma Assembleia Geral Extraordinária. E ele atendeu à decisão.
A crise interna na ABCripto ganhou força com a saída do vice-presidente Thiago Severo, que à época alertou para problemas de governança.
Isso porque a ABCripto entrou com um processo contra alguns associados pedindo uma decisão urgente para cancelar uma reunião que já havia ocorrido dentro da própria entidade. O movimento acontece em meio ao avanço das disputas internas sobre governança e representatividade no setor.
ABCripto se manifesta sobre saída
A Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABcripto) informou via uma nota enviada ao BeInCrypto que a movimentação recente de algumas empresas em relação ao quadro de associadas faz parte da dinâmica natural de qualquer entidade representativa.
Entradas e saídas são comuns e refletem ciclos, estratégias e prioridades específicas de cada organização.
A ABcripto reforça que mantém sua atuação institucional com foco no desenvolvimento responsável do mercado de criptoativos no Brasil. A associação segue conduzindo agendas técnicas e regulatórias, fortalecendo iniciativas de autorregulação, educação, segurança e melhores práticas para o setor.
O trabalho permanece sendo realizado de forma contínua e colaborativa com as empresas associadas e com todos os agentes que integram o ecossistema de ativos digitais no país.