A indústria da mineração do Bitcoin (BTC) está mudando à medida que novas nações surgem como líderes. A Islândia tornou-se uma delas devido à sua abundância de energia renovável.
A Islândia se tornou um dos últimos refúgios da mineração de Bitcoin na Europa, de acordo com o Hashrate Index. Isso se deve pelo fato de possuir enormes quantidades de energia hidrelétrica e geotérmica ociosa.
Em 21 de fevereiro, o pesquisador de mineração Jaran Mellerud relatou o estado da mineração de BTC no país. Ele observou que a Islândia é o maior produtor de taxa de hash per capita no mundo.
“Graças à eletricidade barata e aos empreendedores locais, foi um dos primeiros países fora da China a ver o surgimento da mineração de Bitcoin em escala industrial.”
Islândia, um pioneiro na mineração do Bitcoin
Mellerud estimou que a indústria de mineração de Bitcoin no país consome cerca de 120 megawatts de eletricidade. Isso equivale a uma taxa de hash global de 1,3%, o que não parece muito. No entanto, a população da Islândia é de cerca de 370.000 habitantes, tornando o país o maior produtor per capita de taxas de hash.
Além disso, existem várias grandes empresas internacionais com operações na Islândia. Entre elas, a Bitfury, Hive Blockchain, Genesis Mining e várias outras empresas domésticas.
A Islândia é alimentada por vulcões e cachoeiras, tornando-se o país mais rico em eletricidade do mundo. Ela gera quase o dobro do segundo país da lista, a Noruega. Na verdade, as duas nações são as duas únicas no mundo totalmente movidas a energia renovável.
O relatório observou que essa energia geotérmica e hidrelétrica encalhada torna os preços da eletricidade extremamente baratos na Islândia. No entanto, os mineradores relataram que o acesso às alocações de energia para novos data centers está ficando mais difícil. Isso significa que o potencial de crescimento provavelmente permanecerá nos níveis atuais.
Ao contrário da China e, mais recentemente, dos Estados Unidos, a Islândia é considerada uma das nações politicamente mais estáveis do mundo. Com isso em mente, Mellerud concluiu:
“Os mineradores operam lá há quase dez anos sem nenhum problema significativo com as autoridades, potencialmente tornando-a a jurisdição de mineração de Bitcoin mais estável do mundo.”
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Perspectiva do setor
A taxa de hash da rede atingiu o recorde histórico de 318 exahashes por segundo (EH\s) esta semana, de acordo com o Blockchain.com. Atualmente, está pairando logo abaixo desses níveis, depois de aumentar 25% desde o início deste ano.

A dificuldade da rede também está próxima de seu pico em 39T, tornando-a mais competitiva entre os mineradores para garantir o próximo bloco. No entanto, o aumento de preço do BTC melhorou a lucratividade da mineração em 35% desde o início deste ano.
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