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Insider Trading é pratica comum em criptomoedas, sugere relatório

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Atualizado por Anderson Mendes

EM RESUMO

  • Um novo relatório do Wall Street Journal revelou que alguns traders têm aproveitado informações privilegiadas para realizar suas operações.
  • Acredita-se que os lucros obtidos com algumas dessas operações estejam acima de US$ 1,7 milhão.
  • FTX e Binance negaram a alegação dizendo que suas medidas de compliance proíbem seus funcionários de realizar tais operações.
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Uma análise da Argus revela que vários investidores de criptomoedas se beneficiam de informações privilegiadas (insider trading) sobre a listagem de ativos em exchanges, de acordo com um relatório do Wall Street Journal.

O relatório, com base nos dados públicos disponíveis mostra que várias carteiras mostram um padrão de compra de tokens dias antes dos mesmos serem listados em exchanges, conseguindo vender esses ativos por valores maiores logo em seguida.

Essa prática parece predominante na maioria das principais exchanges, incluindo a Binance, Coinbase e FTX. De acordo com dados blockchain, uma carteira acumulou moedas Gnosis no valor de US$ 360.000 no início de agosto. A Binance anunciou que listaria a Gnosis logo em seguida, levando o preço do ativo ter uma forte valorização na ocasião.

A carteira começou a vender suas moedas 4 minutos depois que a Binance anunciou a listagem e liquidou tudo em 24 horas. O detentor desta carteira conseguiu arrecadar US$ 500.000 com a venda, embolsando um lucro de cerca de US$ 140.000. A análise revela que esta não é a primeira vez que esse usuário realiza uma operação certeira com essa.

A Argus descobriu que 46 carteiras compraram US$ 17,3 milhões em criptomoedas pouco antes delas serem listadas nas três principais exchanges. No entanto, a identidade dos proprietários permanece desconhecida.

Embora os lucros visíveis da venda dos tokens tenham sido superiores a US$ 1,7 milhão, os lucros reais provavelmente são maiores. Como a empresa relatou, muitas carteiras transferiram parte de suas participações para exchanges em vez de vender diretamente. A análise se concentrou no período entre fevereiro de 2021 e abril de 2022. Foram considerados apenas carteiras que apresentaram um padrão de compra de tokens antes de suas listagens.

Esta análise traz de volta o tema do insider trading em criptomoedas. Reguladores e observadores têm falado continuamente sobre como essa prática coloca os pequenos investidores em desvantagem em relação aqueles que possuem essas informações privilegiadas. Mas até o momento nenhuma ação concreta foi tomada para reduzir isso.

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Binance e FTX emitem respostas

Apesar do relatório, as exchanges listadas na análise negaram a alegação. Elas disseram que suas políticas de compliance proíbem seus funcionários de negociar com base em informações privilegiadas.

A FTX e a Binance também disseram que revisaram a análise e não foram identificadas violações de suas políticas. Um porta-voz da Binance teria dito que:

“Há um processo de longa data em vigor, incluindo sistemas internos, que nossa equipe de segurança segue para investigar e responsabilizar aqueles que se envolveram nesse tipo de comportamento, sendo a rescisão imediata com repercussão mínima”.

Essa visão também foi revisada pelo CEO da FTX, Sam Bankman-Fried, que revelou que sua empresa proíbe explicitamente seus funcionários de negociar tokens que seriam listados em sua plataforma.

Changpeng Zhao, CEO da Binance, também reafirmou isso no Twitter, dizendo que a empresa tem uma “política de tolerância zero e (nós) nos mantemos nos mais altos padrões”.

“Vi um artigo sobre insider trading. Temos uma política de tolerância zero e mantemos os mais altos padrões. 3 investigadores revisaram as carteiras, nenhum está associado aos funcionários da Binance.”

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Oluwapelumi Adejumo
Oluwapelumi acredita que a tecnologia Bitcoin e blockchain tem o potencial de mudar o mundo para melhor. Ele é um leitor ávido e começou a escrever sobre criptografia em 2020.
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