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Índices da B3 com ETFs sobem até 63% em 2025 e cripto fica fora

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Escrito e editado por
Lucas Espindola

23 janeiro 2026 13:00 BRT
  • ETFs da B3 lideram ganhos em 2025.
  • Índice de utilidade pública supera 60%.
  • ETFs de cripto não entram no ranking.
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Os principais índices de renda variável da B3 fecharam 2025 em alta. O destaque ficou para os indicadores que contam com ETFs listados, que facilitaram o acesso dos investidores a diferentes estratégias e registraram ganhos superiores a 60% no ano.

Levantamento divulgado pela própria bolsa mostra os 20 índices com maior valorização entre aqueles que possuem ETFs atrelados. Esses produtos permitem ao investidor acompanhar o desempenho de uma carteira diversificada de ativos por meio de um único papel negociado em bolsa.

Divulgação B3
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Utilidade pública lidera ranking da B3

O índice de Utilidade Pública (UTIL) liderou o ranking de rentabilidade em 2025. O indicador mede o desempenho das ações de empresas consideradas essenciais, como companhias de energia elétrica, saneamento e gás. Com o ETF UTLL11 vinculado à sua performance, o índice acumulou alta de 63,16% no período.

Na segunda posição aparece o Ibovespa BR+ Cap 5% (IBBC). Esse índice reflete o desempenho das ações e BDRs, que são recibos de ações de empresas brasileiras listadas no exterior, com maior liquidez. A metodologia limita a participação de cada empresa a, no máximo, 5% da carteira. Em 2025, o IBBC avançou 49,02% e é acompanhado pelo ETF CAPE11.

O terceiro lugar ficou com o índice Financeiro (IFNC), que reúne as ações mais representativas do setor financeiro, incluindo bancos, seguradoras e intermediários financeiros. O IFNC subiu 46,21% no ano e pode ser acessado pelo ETF FIND11.

O grupo dos cinco índices mais rentáveis é completado pelo Ibovespa Empresas Privadas (IBEP), que mede o desempenho médio das ações de companhias de capital privado com maior relevância e negociabilidade. O índice registrou alta de 42,90% e tem o ETF SPVT11 como referência. Já o Ibovespa Smart Low Vol (IBLV), focado em empresas com menor volatilidade, avançou 40,89% em 2025 e conta com o ETF LVOL11.

Além desses, outros indicadores tradicionais e temáticos da bolsa também apresentaram desempenho expressivo, como o Ibovespa, o IBRX, índices de dividendos, sustentabilidade e small caps, reforçando o movimento positivo do mercado acionário ao longo do ano.

Os ETFs, sigla para Exchange Traded Fund, são fundos de investimento negociados em bolsa que buscam replicar o desempenho de um índice de referência. Na prática, funcionam como uma forma simples de diversificação, já que uma única cota dá acesso a uma cesta de ativos.

Para investir, o interessado precisa ter conta em uma corretora de valores. A escolha do ETF deve levar em conta os objetivos financeiros e o perfil de risco do investidor. Também é importante analisar custos, como taxa de administração e corretagem.

Segundo Hênio Schedit, gerente de Índices na B3, os ETFs combinam diversificação, simplicidade operacional e custos reduzidos. Ele destaca que esses produtos podem ser usados tanto em estratégias de longo prazo quanto em alocações táticas, acompanhando setores, fatores ou temas específicos representados pelos índices.

Após a seleção do ETF, o investimento é feito por meio de ordens de compra e venda, da mesma forma que ocorre com ações. Com isso, o investidor passa a ter exposição automática à carteira que compõe o índice escolhido, seguindo critérios transparentes definidos na metodologia de cada indicador.

ETFs de cripto ficam fora do levantamento

Apesar do desempenho expressivo dos índices da B3 em 2025, o levantamento não inclui ETFs de criptomoedas. Produtos atrelados a ativos digitais, como Bitcoin e Ethereum, que replicam o preço desses criptoativos, ficaram fora do ranking divulgado pela bolsa. A exclusão evidencia que o estudo considera apenas índices de renda variável do mercado tradicional, enquanto os ETFs de cripto seguem uma dinâmica própria, marcada por maior volatilidade e critérios distintos de avaliação.

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