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Bitcoin ultrapassa US$ 93 mil com inflação dos EUA surpreendendo para baixo

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Escrito e editado por
Lucas Espindola

13 janeiro 2026 17:00 BRT
  • O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos EUA permanece estável, reduz temores de novas altas de juros e impulsiona bitcoin acima de US$ 93 mil.
  • Venda de ETF já afastou compradores tardios, e Bitcoin mantém-se próximo ao custo médio do ETF em cerca de US$ 86 mil.
  • O cenário favorece a consolidação antes de uma nova alta para US$ 95 mil a US$ 100 mil, caso a demanda continue se recuperando.
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O Bitcoin voltou a superar US$ 93 mil nesta terça-feira (13) após os dados mais recentes de inflação dos EUA indicarem que as pressões sobre os preços permanecem sob controle. O movimento sinaliza o retorno do apetite por risco após semanas de vendas motivadas por ETFs.

O Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) mostrou que a inflação avança em ritmo estável, porém moderado. Os preços não estão mais disparando, mas também não colapsam. Esse equilíbrio reduz a chance de novos aumentos nas taxas de juros e favorece ativos que se beneficiam da liquidez estável, incluindo o Bitcoin.

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O relatório do CPI apontou que a inflação gira em torno de 2,7% ao ano. Isso significa que os preços ainda avançam, porém de maneira muito menos dinâmica do que durante o choque inflacionário de 2022 e 2023.

Para as famílias, isso representa custos de vida elevados, mas sem alta acelerada.

No mercado, o cenário permite que o Federal Reserve mantenha as taxas de juros estáveis, em vez de adotar medidas mais restritivas.

Esse contexto tende a favorecer ativos de risco. Quando a inflação nem acelera, nem desacelera, investidores se mostram mais dispostos a manter ativos como ações e cripto.

O Bitcoin reagiu rapidamente. Após ser negociado próximo de US$ 90.000 mais cedo, a cotação ganhou força à medida que o CPI afastou os temores de um aperto monetário.

Preço do Bitcoin sobe acima de US$ 93.000 após dados do CPI dos EUA. Fonte: CoinGecko
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Reação do Bitcoin reflete mais do que alívio macroeconômico

O impulso provocado pelo CPI não ocorreu isoladamente. Surgiu enquanto o Bitcoin já sinalizava estabilização depois de uma forte correção motivada por ETFs.

No início de janeiro, mais de 6 bilhões de dólares foram sacados dos ETFs de Bitcoin à vista dos EUA. Esses recursos vieram de investidores que compraram perto do pico de outubro e saíram após a queda nos preços.

No entanto, essas saídas diminuíram. O Bitcoin agora é negociado próximo da média de custo dos ETFs, por volta de US$ 86.000. Esse patamar tende a funcionar como suporte, depois da saída dos investidores mais sensíveis.

As compras nos EUA, medidas pelo Coinbase Premium Index, seguem em ritmo moderado. O indicador reflete que as instituições reduziram suas operações após liquidações dos ETFs.

Mesmo assim, o Bitcoin manteve sua faixa de preço apesar do volume elevado migrando para as exchanges. Isso indica que investidores globais absorvem a oferta liberada pelos ETFs.

Fluxo líquido total de Bitcoin em exchanges. Fonte: CryptoQuant

Caminho de volta aos US$ 100 mil em breve?

O Bitcoin agora consolida suporte entre US$ 88 mil e US$ 92 mil. Os dados do CPI afastam um relevante risco macroeconômico, enquanto informações on-chain e sobre ETFs sugerem que o processo de correção já está bastante avançado.

Caso os fluxos dos ETFs se estabilizem e os compradores dos EUA voltem, o Bitcoin pode recuperar US$ 95 mil no curto prazo. Uma movimentação em direção aos US$ 100 mil se torna mais provável ainda neste trimestre caso a demanda seja ampliada.

No cenário atual, o relatório do CPI publicado hoje reforça a tendência de que o Bitcoin atravessa uma pausa antes de possível nova alta, e não está no início de um novo mercado de baixa.

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