A Buena Vista Capital colocou em negociação na B3 o XBCI11, um ETF (fundo negociado em bolsa) de Bitcoin que combina exposição alavancada ao ativo com distribuição mensal de proventos. O fundo replica o índice BDEXXBCIP e é o primeiro produto do tipo no mercado brasileiro.
A estrutura do fundo prevê exposição de até 150% ao desempenho do Bitcoin. Na prática, isso significa que o XBCI11 pode capturar até 1,5 vez a variação do ativo em cada movimento de mercado.
Para alcançar esse resultado, o fundo opera em duas frentes. A primeira é a estratégia de covered call, que consiste na venda de opções de compra sobre parte da carteira. Ao vender essas opções, o fundo recebe um prêmio financeiro, que é repassado mensalmente aos cotistas como provento. A segunda frente usa estruturas combinadas de opções de compra e venda para criar exposição sintética adicional ao Bitcoin, sem necessariamente ampliar a compra direta do ativo.
O produto se diferencia do COIN11, outro ETF de Bitcoin da mesma gestora que oferece exposição direta ao ativo, sem alavancagem ou estratégia de renda.
Custos e tributação
O XBCI11 cobra taxa global de 0,98% ao ano. O fundo não tem come-cotas, mecanismo comum em fundos tradicionais que antecipa o recolhimento de imposto de renda semestralmente.
A tributação funciona da seguinte forma: 15% são retidos na fonte sobre os proventos distribuídos mensalmente, e 15% incidem via DARF sobre o ganho de capital obtido na venda das cotas.
O ETF conta com formador de mercado do BTG, instituição responsável por garantir que sempre haja compradores e vendedores disponíveis para o fundo na bolsa. As negociações ocorrem diariamente por meio de bancos e corretoras.
Riscos
Por se tratar de um fundo alavancado em criptoativos, o XBCI11 está sujeito à volatilidade do Bitcoin e aos riscos do mercado de renda variável. Em cenários de queda do ativo, a exposição ampliada pode intensificar as perdas.