Analistas onchain denunciaram uma suposta tentativa coordenada de manipulação da Fartcoin (FARTCOIN) na Hyperliquid, resultando em perdas de US$ 1,5 milhão para o cofre de liquidez do protocolo.
A empresa de segurança blockchain PeckShield e o rastreador onchain Lookonchain identificaram o incidente em 9 de abril, ligando quatro carteiras a uma única entidade.
Como ocorreu a suposta manipulação da Fartcoin?
Segundo a PeckShield, o atacante acumulou uma posição long de Fartcoin equivalente a US$ 15 milhões, totalizando 145,24 milhões de tokens em quatro carteiras.
Depois, o invasor executou o que a PeckShield descreveu como uma liquidação “suicida” em um ambiente de baixa liquidez. Isso forçou a ativação do mecanismo Auto-Deleveraging (ADL) da Hyperliquid, transferindo a posição tóxica para o cofre Hyperliquidity Provider (HLP).
Lookonchain confirmou que as carteiras sofreram juntas perdas de liquidação somando US$ 3,02 milhões.
“… Uma perda de US$ 3 milhões no papel, mas provavelmente um lucro líquido expressivo via hedge entre plataformas”, acrescentou o post.
No mesmo período, dois traders do lado short, com endereços começando em 0x06ce e 0x4196, foram auto-desenvolvidos pelo sistema ADL, embolsando aproximadamente US$ 849 mil em lucros combinados.
“4 carteiras novas, mesma entidade, todo o USDC rastreado entrou ao mesmo tempo, coordenando long e liquidação em menos de 3 horas após uma valorização de 27% seguida por uma queda de 30%. É assim que ocorre a manipulação entre grandes investidores quando ambos jogam o mesmo jogo e um deles recua primeiro”, afirmou a Evening Trader Group em post.
O desdobramento ocorre enquanto o preço da Fartcoin apresenta forte volatilidade. A memecoin chegou a US$ 0,25 em seu pico intradiário ontem, atingindo o maior valor desde o fim de janeiro.
No entanto, nas últimas 24 horas, o token caiu mais de 13%, aparecendo como o maior perdedor entre as 300 principais criptomoedas do CoinGecko. O ativo era negociado próximo de US$ 0,17 no momento desta reportagem.