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Urgente EUA captura fundador de exchange russa acusada de crimes com criptomoedas

2 mins
Por Nicholas Pongratz
Traduzido Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • O fundador da Bitzlato operava e atendia a “bandidos conhecidos”.
  • Exchange foi usada para lavar fundos de ataques darknet e ransomware.
  • Ela operou em conjunto com o mercado Hydra, movimentando mais de US$ 700 milhões em fundos.
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O Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA anunciou que o fundador da exchange russa Bitzlato, Anatoly Legkodymo, foi preso em Miami por executar uma operação ilegal.

O departamento alega que a Bitzlato atendia a atividades cripto criminosas. O procurador dos EUA Breon Peace comentou sobre a captura de Legkodymo. Ele declarou que “as instituições que negociam criptomoedas não estão acima da lei e seus proprietários não estão fora do nosso alcance”.

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Por meio do trabalho de uma equipe de investigação no exterior, juntamente com recursos locais nos Estados Unidos, a operação de lavagem de dinheiro baseada na China, que atendia a uma série de atividades criminosas, não estava fora do alcance do Departamento de Justiça.

O procurador-geral adjunto de Mônaco acrescentou: “As ações de hoje enviam uma mensagem clara: independentemente de você infringir nossas leis na China ou na Europa – ou abusar de nosso sistema financeiro de uma ilha tropical – você pode esperar responder por seus crimes dentro de um tribunal dos Estados Unidos”.

Exchange é peça chave para crimes cripto

Legkodymo supostamente operava a Bitzlato como uma das maiores exchanges de crimes cripto. Ela foi utilizada principalmente para ajudar criminosos a lavar criptomoedas de ataques de ransomware e movimentar fundos do tráfico de drogas.

A exchange, registrada Honk-Kong, exigia identificação mínima dos usuários, sem informações importantes de conhecimento do cliente (KYC) necessárias para negociar.

A falta de KYC permitiu que os criminosos usassem a exchange sem ter que se identificar. Legkodymo também admitiu no serviço de bate-papo que os usuários frequentemente faziam uso de identidades falsas. O fundador também comentou afirmando que a Bitzlato atendia a “bandidos conhecidos”.

Merados clandestinos capitalizavam na Bitzlato

Um dos maiores usuários do Bitzlato foi o mercado darknet Hydra Market. O mercado anônimo oferece aos criminosos a possibilidade de comprar narcóticos. Outros serviços incluíam documentos de identificação falsos e informações financeiras roubadas, bem como assistência em serviços de lavagem de dinheiro.

O DoJ relata que US$ 700 milhões em criptomoedas passaram pela Bitzlato direta ou indiretamente. Um adicional de US$ 15 milhões em receitas de ransomware também passou por ela. O Hydra Market foi fechado pelas autoridades americanas e alemãs em abril de 2022.

A empresa também citou em uma planilha que um de seus pontos positivos era não oferecer KYC, enquanto um dos negativos era dinheiro sujo.

Uma equipe global, incluindo a Europol e vários países, derrubou a infraestrutura da Bitzlato junto com ações adicionais de fiscalização.

Site da Bitzlato foi derrubado
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Júlia V. Kurtz
Editora do BeInCrypto Brasil, a jornalista é especializada em dados e participa ativamente da comunidade de Criptoativos, Web3 e NFTs. Formada pelo Knight Center for Journalism in the Americas da Universidade do Texas, possui mais de 10 anos de experiência na cobertura de tecnologia, tendo passado por veículos como Globo, Gazeta do Povo e UOL.
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