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Urgente EUA planeja vender Bitcoin apreendido da Silk Road

3 mins
Por David Thomas
Traduzido Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • As autoridades dos EUA venderão o Bitcoin apreendido restante do caso Silk Road em quatro parcelas em 2023.
  • O governo já vendeu cerca de 9.800 BTC relacionados ao caso no início de março.
  • A empresa de análise CryptoQuant sugeriu que o movimento do BTC pelo governo no início deste mês causou a queda do preço do Bitcoin.
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Após uma venda de aproximadamente 9.800 BTC no início de março, o governo dos Estados Unidos pretende vender mais 41.490 BTC relacionados ao caso Silk Road em quatro lotes ao longo de 2023.

Dados on-chain revelaram que o governo transferiu 9.826 BTC no dia 8 de março de 2023, no valor de aproximadamente US$ 217 milhões, para a Coinbase e 39.175 BTC para dois outros endereços. Além disso, dados da empresa de análise CryptoQuant sugeriram que as vendas causaram a queda do preço do Bitcoin.

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O Bitcoin vem de ativos apreendidos pelo governo dos EUA em conexão com uma repressão interagências no Silk Road, um mercado darknet iniciado por Ross Ulbricht. No entanto, de acordo com um processo judicial, as autoridades apreenderam cerca de 51.351 BTC relacionados ao caso.

Um processo judicial relacionado à sentença de James Zhong revelou o plano para distribuir o Bitcoin. Ele se declarou culpado em novembro de 2022 por roubar cerca de 50.000 BTC da Silk Road.

Despejo de BTC no mercado derrubou preço

De acordo com o registro, o governo vendeu 9.861 BTC por US$ 215 milhões no dia 14 de março de 2023. Além disso, durante este ano civil, venderá os 41.490 BTC restantes em quatro lotes.

Um comentarista sugeriu que a venda de 9.800 Bitcoin fez com que seu preço caísse 10% antes de retroceder alguns dias depois.

Dados on-chain do dia 8 de março de 2023 revelaram que o governo transferiu 9.826 BTC para a Coinbase e 39.175 BTC para dois outros endereços.

O Bitcoin vendido vem de ativos apreendidos pelo governo dos EUA em conexão com uma repressão interagências na Silk Road. O mercado vendia itens ilícitos por Bitcoin entre 2011 e 2013. Um júri condenou Ulbricht na prisão em 2015. Em seguida, uma alteração transformou a pena em prisão perpétua.

A Silk Road manteria os fundos destinados à compra em depósito antes de transferi-los para o endereço de um fornecedor. O fornecedor poderia então instruir o Silk Road a transferir fundos dos mercados para um endereço Bitcoin alternativo. Em seguida, havia a possibilidade de converter o Bitcoin em outra criptomoeda ou moeda fiat.

De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA, Zhong criou 140 transações que resultaram no depósito de 50.000 BTC nas nove contas que ele abriu no Silk Road. Mais tarde, as autoridades apreenderam cerca de 51.351 BTC de Zhong, no valor de aproximadamente US$ 1,5 bilhão em 30 de março de 2023.

Funcionário do IRS diz que espalhar liquidações é procedimento padrão

De acordo com Jarod Koopman, da Receita Federal dos EUA, as agências do país envolvidas na apreensão e liquidação de criptomoedas não jogam no mercado. Koopman trabalhou no rastreamento de fluxos de fundos relacionados à investigação do Silk Road.

“Você basicamente entra na fila para leiloá-lo. Nunca queremos inundar o mercado com uma quantia enorme, o que poderia afetar o componente de preço”, disse Koopman à CNBC.

Agentes da fiscalização, em seguida, transferem os fundos para carteiras de hardware.

A liquidação dos criptoativos ocorre após sua apreensão. O U.S. Marshals Service e a U.S. General Services Administration são conjuntamente responsáveis pela liquidação dos bens confiscados. Koopman disse que as vendas costumam ser espaçadas, como no caso do Silk Road, para não causar volatilidade.

Após a liquidação, é tomada uma decisão sobre para onde vão os recursos. Geralmente, para o Fundo de Confisco do Tesouro ou para o Fundo de Confisco de Ativos do Departamento de Justiça. A partir daí, eles são usados para comprar novos equipamentos para aplicação da lei ou para fazer indenizações às vítimas.

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Júlia V. Kurtz
Editora-chefe do BeInCrypto Brasil. Jornalista de dados com formação pelo Knight Center for Journalism in the Americas da Universidade do Texas, possui 10 anos de experiência na cobertura de tecnologia pela Globo e, agora, está se aventurando pelo mundo cripto. Tem passagens na Gazeta do Povo e no Portal UOL.
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