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Empresa gigante do crédito de US$ 3 bilhões testa uso de Bitcoin em sistema de hipotecas

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Escrito e editado por
Lucas Espindola

13 fevereiro 2026 15:00 BRT
  • Newmarket desenvolve estruturas híbridas de hipoteca com lastro em Bitcoin.
  • Empréstimos unem renda imobiliária e garantia em BTC.
  • Modelo mira investidores de cripto sem forçar venda de ativos.
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Uma gestora de crédito estruturado dos EUA está avançando sobre os limites da TradFi ao integrar cripto no financiamento do mundo real. A Newmarket Capital, responsável por quase US$ 3 bilhões em ativos, está inovando ao criar empréstimos híbridos com hipotecas e crédito comercial, usando o Bitcoin (BTC) juntamente com imóveis tradicionais como garantia.

Sua afiliada, a Battery Finance, lidera o desenvolvimento de estruturas financeiras que utilizam ativos digitais para viabilizar crédito sem exigir a liquidação dos investimentos dos clientes.

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Bitcoin deve transformar hipotecas e empréstimos no mundo real

A iniciativa é voltada a quem investe em criptoativos, especialmente Millennials e a Geração Z, oferecendo uma alternativa de financiamento que preserva o potencial de valorização dos investimentos e permite acesso ao crédito tradicional.

Ao unir imóveis que geram renda com o Bitcoin, a empresa busca mitigar riscos de volatilidade e oferecer uma solução inovadora aos clientes.

De acordo com Andrew Hohns, fundador e CEO da Newmarket Capital e da Battery Finance, o modelo utiliza imóveis comerciais de renda combinados com parte dos Bitcoins dos clientes como garantia adicional.

O Bitcoin é avaliado como parte do pacote do empréstimo, conferindo ao credor um ativo líquido, fracionável e transparente — característica ausente nos imóveis por si só.

“Estamos criando estruturas de crédito que geram renda, mas ao integrar certa quantidade de Bitcoin, esses empréstimos também participam da valorização ao longo do tempo, trazendo benefícios que modelos tradicionais não oferecem”, explicou Hohns em entrevista ao Coin Stories Podcast.

Negociações iniciais mostram o conceito na prática: a Battery Finance refinanciou um imóvel multifamiliar de US$ 12,5 milhões, utilizando tanto o prédio quanto cerca de 20 BTC para compor a garantia híbrida.

O cliente tem acesso a capital sem gerar eventos tributáveis de venda de cripto, enquanto o credor conquista uma proteção adicional contra perdas.

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Colateral de Bitcoin de nível institucional

Diferente dos empréstimos lastreados somente em Bitcoin, que ainda são nichados e experimentais, o modelo da Newmarket já tem padrão institucional:

  • Conta com análise completa de crédito
  • Prioriza geração de renda, e
  • Segue estrutura jurídica alinhada à regulação dos EUA.

O Bitcoin, nessas operações, serve como garantia complementar, e não como meio de pagamento; os pagamentos de hipotecas e empréstimos permanecem em US$.

“O Bitcoin adiciona flexibilidade e transparência ao crédito tradicional, mas a base ainda é o ativo gerador de renda”, afirmou Hohns. “É uma ponte entre a escassez digital e as estruturas convencionais de risco.”

A estratégia segue uma tendência global de incorporar ativos do mundo real (RWA) ao universo digital. Em junho de 2025, agências federais como a FHFA sinalizaram que cripto poderia ser avaliada para concessão de hipotecas,

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No entanto, gestoras privadas como a Newmarket Capital avançam mais rápido, colocando em prática garantias híbridas, mas ainda cumprindo a regulação vigente.

O trabalho da Newmarket e da Battery Finance demonstra como Bitcoin e outras criptomoedas podem dialogar com a TradFi para destravar novos formatos de crédito e financiamento.

Desafios persistem. O BeInCrypto apurou que, apesar dos planos de Fannie Mae e Freddie Mac de aceitar Bitcoin como garantia de hipoteca, há uma restrição importante.

O Bitcoin precisa estar custodiado em exchanges reguladas. Bitcoins em carteiras privadas ou de autocustódia não são aceitos.

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Essa condição levanta dúvidas sobre soberania financeira e controle centralizado. As regras limitam o uso do Bitcoin em hipotecas apenas a plataformas visíveis ao Estado, deixando de fora opções descentralizadas.

“Não se trata de aceitação ou resistência. É aceitação com restrições. Você pode participar… mas só se seu Bitcoin seguir as regras deles. Regras para controlar… Com a expansão, haverá pressão para que os credores aceitem Bitcoin devidamente custodiado — não apenas tokens em uma exchange… Em algum momento, o dinheiro mais seguro viabilizará o capital mais flexível”, comentou um usuário.

Ainda assim, embora a medida não resolva o problema de moradia acessível, representa avanço expressivo na adoção de cripto nas finanças tradicionais.

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