DAO brasileira une blockchain e cannabis no Brasil para reduzir emissão de CO²

Atualizado por Júlia V. Kurtz
EM RESUMO
  • A Kanna é a primeira DAO brasileira especializada em cannabis e blockchain.
  • O projeto tem o objetivo de causar impacto socioambiental em cascata no mundo real.
  • A startup irá explorar o novo conceito de Finanças Regenerativas.
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A Kanna DAO é a primeira organização autônoma descentralizada do Brasil focada em cannabis, que mira um mercado de US$ 105 bilhões, visando gerar impacto ambiental e social utilizando a tecnologia blockchain.

A DAO é uma startup de impacto socioambiental especializada em blockchain e cannabis. De acordo com seu white paper, a empresa quer utilizar “a tecnologia da blockchain e o Cânhamo para recuperar o meio ambiente, reduzindo os efeitos da emissão de gás carbônico (CO2) na atmosfera”.

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Um estudo realizado em 2021 pela Prohibition Partners revela que o mercado de cannabis tem o potencial de atingir US$ 105 bilhões até 2026 e, apesar do debate ainda estar engatinhando no Brasil, é neste mercado bilionário que a startup está de olho.

Além do mercado de cannabis em expansão, o projeto da nova DAO unirá em seu projeto o setor cripto, responsável por movimentar mais de US$ 1,5 trilhões, e práticas ESG, que já movimentam um mercado de US$ 30 trilhões segundo levantamento da Bloomberg Professional Services.

O fundador da Kanna DAO e sócio da Gama Academy, Luís Quintanilha, explicou à Forbes Brasil o diferencial do projeto:

“São setores altamente rentáveis, além de possibilitar investimentos para reparar danos socioambientais causados pela humanidade. Somos um ativo digital que causa impacto no mundo real e aumenta sua eficiência ao longo do tempo”.

A Kanna foi fundada em 2022 pelos sócios Luís Quintanilha, ex-CMO e sócio da Gama Academy e Mario Lenhart, ex-executivo financeiro de grandes grupos como PWC, FIAT e Votorantim.

Arquitetura da Kanna DAO

A startup irá utilizar recursos gerados através da venda de seu token nativo, o KNN, para financiar projetos de compensação de danos ambientais, gerar impacto em cascata ajudando comunidades vulneráveis em torno da região de atuação da empresa e recompensar financeiramente os investidores.

Conforme o white paper do projeto, o KNN corresponde a uma área de solo cultivado e revitalizado pelo cânhamo, que é muito eficaz na remoção de CO2 da atmosfera, agregando ao token um lastro em impacto ambiental e social no mundo real. O KNN também será o token de governança permitindo aos detentores votar em decisões da DAO.

“A Kanna é uma DAO, ou seja, uma startup descentralizada de impacto social que reinveste o lucro gerado para expandir sua área de atuação e, consequentemente, melhorar o seu lastro em ações de impacto ambiental e social. Unimos a tecnologia blockchain com o mercado promissor do cânhamo (espécie de cannabis), e buscamos quebrar o tabu da Cannabis por meio da conscientização e do modelo de governança descentralizada. Projetamos a Kanna para ter o ESG no centro da sua operação, aliando o impacto ambiental e econômico do cânhamo, com a transparência e a governança da blockchain.”

Potencial econômico e novo conceito ReFi

Especialistas de mercado têm debatido o novo conceito que está surgindo no mercado de Finanças Regenerativas ou o ReFi. A Kanna DAO parece se encaixar bem nesse conceito, mas terá alguns desafios a serem superados nesse processo.

Ainda conforme descrito em seu white paper “um hectare de cânhamo industrial pode absorver até 15 toneladas de CO2 a cada mês, o que o torna um dos melhores métodos de conversão de CO2 em biomassa”. A meta da DAO é ter 150 hectares de cultivo de cânhamo até 2026, visando a remoção de 66 mil toneladas de gás carbônico da atmosfera.

Mas como implementar o projeto em um país onde as leis não permitem a plantação, seja para uso restrito ou comercialização de Cannabis Sativa em larga escala?

Inicialmente, a startup irá arrendar áreas para cultivo em países vizinhos onde as leis já estão consolidadas. Países como o Uruguai, por exemplo, onde a maconha é legalizada para uso medicinal e recreativo. Segundo Mário Lenhart, a Colômbia também é um país em potencial pois o novo governo tem o interesse em estimular o plantio de cannabis e brigar por esse mercado em ascensão.

A expectativa é que a Kanna alcance uma receita de US$40 milhões até o ano de 2026.

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