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Criptomoedas vs. Fiat: quem é mais relevante no financiamento do terrorismo?

2 mins
Por Martin Young
Traduzido Júlia V. Kurtz

EM RESUMO

  • Relatório da Chainalysis revela que o financiamento do terrorismo ocorre por meio de fiat e não de criptomoedas.
  • A transparência das blockchains afasta as organizações terroristas, cujos fundos podem ser rastreados mais facilmente.
  • Terroristas preferem usar empresas de fachada e outros métodos que envolvem moedas fiduciáras.
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O financiamento do terrorismo é conduzido principalmente com o uso de moedas fiat, de acordo com a Chainalysis. Isso vai de encontro aos argumentos de políticos e da imprensa anticripto em relação ao papel das criptomoedas na atividade.

Na quarta-feira (18), a Chainalysis divulgou um relatório detalhando o papel das criptomoedas no financiamento do terrorismo – e os dados mostram que ele é minúsculo.

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Organizações terroristas preferem fiat a criptomoedas

O relatório, intitulado “Correcionando o Registro”, visa abordar metodologias imprecisas para estimar o papel das criptomoedas no financiamento do terrorismo.

A Chainalysis afirmou ter “visto métricas exageradas e análises falhas do uso de criptomoedas por esses grupos terroristas”.

Além disso, a empresa observou que as criptomoedas desempenham um papel pequeno no financiamento do terrorismo. No entanto, alguns grupos como o Hamas, o Hezbollah e a Jihad Islâmica arrecadam e transferem alguns fundos usando cripto.

“O financiamento do terrorismo é uma parcela muito pequena da parcela já muito pequena do volume de transações de criptomoedas, que é ilícita”.

A Chainalysis acrescentou que as organizações terroristas historicamente usam e provavelmente continuarão usando métodos tradicionais baseados em decretos. Estes incluem instituições financeiras, hawala e empresas de fachada como seus principais veículos de financiamento.

Além disso, as criptomoedas são, na verdade, menos adequadas para o financiamento do terrorismo devido à sua transparência nas blockchains. Isto permite que agências governamentais e empresas de análise colaborem para identificar e interromper os fluxos de financiamento.

Os analistas disseram que isso não era facilmente alcançável com métodos tradicionais de transferência, como dinheiro.

O relatório também identificou falhas na análise dos fluxos dos terroristas. As estimativas de financiamento do criptoterrorismo são frequentemente inflacionadas ao incluir todos os fundos recebidos por prestadores de serviços intermediários, e não apenas as parcelas explicitamente vinculadas a terroristas.

Rastrear fundos através destes prestadores de serviços também pode levar a conclusões imprecisas, observou.

FUD e imprecisões da imprensa

Na quarta-feira (18), o Tesouro dos EUA divulgou um relatório sobre os facilitadores financeiros dos operadores do Hamas. Ele citou uma transferência de Bitcoin, mas o valor foi insignificante, conforme a ZeroHedge:

“Eis o mal puro e não adulterado que é o Bitcoin: Sanções do Tesouro aos “Operadores e Facilitadores Financeiros do Hamas” e revela o fluxo histórico de fundos via Bitcoin ao som de – rufar de tambores – US$ 2.000. Basta ignorar as centenas de milhões em dólares americanos usados para financiar o Hamas”.

Fonte: X/@zerohedge

Além disso, os principais meios de comunicação também usaram o financiamento do terrorismo como arma nas suas cruzadas anti-cripto. Notórios antagonistas da indústria, como o WSJ, demonizaram as criptomoedas ao publicar manchetes imprecisas sobre o seu papel no financiamento do terrorismo.

O resultado é que o dinheiro é rei quando se trata de financiamento do terrorismo, mas não dá origem a manchetes tão obscenas.

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Júlia V. Kurtz
Editora-chefe do BeInCrypto Brasil. Jornalista de dados com formação pelo Knight Center for Journalism in the Americas da Universidade do Texas, possui 10 anos de experiência na cobertura de tecnologia pela Globo e, agora, está se aventurando pelo mundo cripto. Tem passagens na Gazeta do Povo e no Portal UOL.
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